CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS
CASO GOMES LUND E OUTROS (“GUERRILHA DO ARAGUAIA”) VS. BRASIL
SENTENÇA DE 24 DE NOVEMBRO DE 2010
(Exceções Preliminares, Mérito, Reparações e Custas)
No caso Gomes Lund e outros (“Guerrilha do Araguaia”),
a Corte Interamericana de Direitos Humanos (doravante denominada
Interamericana”, “Corte” ou “Tribunal”), integrada pelos seguintes juízes:

“Corte

Diego García-Sayán, Presidente;
Leonardo A. Franco, Vice-Presidente;
Manuel E. Ventura Robles, Juiz;
Margarette May Macaulay, Juíza;
Rhadys Abreu Blondet, Juíza;
Alberto Pérez Pérez, Juiz;
Eduardo Vio Grossi, Juiz, e
Roberto de Figueiredo Caldas, Juiz ad hoc;
presentes, ademais,
Pablo Saavedra Alessandri, Secretário, e
Emilia Segares Rodríguez, Secretária Adjunta,
de acordo com os artigos 62.3 e 63.1 da Convenção Americana sobre Direitos
Humanos (doravante denominada “a Convenção Americana” ou “a Convenção”) e com
os artigos 30, 38.6, 59 e 61 do Regulamento da Corte (doravante denominado “o
Regulamento”)1, profere a seguinte Sentença.

1

Conforme o disposto no artigo 79.1 do Regulamento da Corte, que entrou em vigor em 1 o de junho
de 2010, “[o]s casos contenciosos que já houvessem sido submetidos à consideração da Corte antes de 1 o
de janeiro de 2010 continuarão a tramitar até que neles se profira sentença, conforme o Regulamento
anterior”. Desse modo, o Regulamento da Corte, mencionado na presente Sentença, corresponde ao
instrumento aprovado pelo Tribunal no XLIX Período Ordinário de Sessões, realizado de 16 a 25 de
novembro de 2000 e reformado parcialmente no LXXXII Período Ordinário de Sessões, realizado de 19 a 31
de janeiro de 2009.

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