6 pela Comissão Interamericana: David J. Padilla, Secretário Executivo Adjunto Elizabeth Abi-Mershed, Advogada Alejandro Ponce, Assistente e Richard Wilson, Assistente; como testemunhas propostas pela Comissão Interamericana: Margarita Ramadán de Suárez Carlos Ramadán Carmen Aguirre e Rafael Iván Suárez Rosero; E, como perito proposto pela Comissão Interamericana: Ernesto Albán Gómez. 23. A seguir, a Corte sintetiza as declarações das testemunhas e o relatório do perito. a. Testemunho de Carlos Alberto Ramadán Urbano, cunhado de Rafael Iván Suárez Rosero. Na noite de 23 de junho de 1992, foi informado por telefone que o senhor Suárez Rosero havia sido preso pela polícia e estava detido nos escritórios da Interpol em Quito. Não tem conhecimento de problemas anteriores do senhor Suárez Rosero com a polícia. Não conseguiu vê-lo pessoalmente antes de 28 de julho de 1992, mas lhe levava roupa, alimentos e trocou notas curtas com ele por meio de “passadores”. A partir de 28 de julho de 1992, quando conseguiu vê-lo pela primeira vez, levava sua irmã Margarita dois dias por semana para que visitasse seu esposo. Além de visitar seu cunhado, dedicou todo seu tempo a auxiliar nos esforços para buscar sua liberdade, conseguir advogados e dar diligência a certos trâmites. Como se tratava de um caso de drogas, os advogados preferiam não representá-lo, de modo que teve de fazer múltiplas visitas a advogados, até que, finalmente, um deles aceitasse assumir o caso. b. Testemunho de Margarita Ramadán de Suárez, esposa de Rafael Iván Suárez Rosero. Em junho de 1992 vivia em Quito com seu esposo, que trabalhava como agente de segurança na empresa Challenge Air Cargo. Eles têm uma filha, nascida em 1994. Em 23 de junho de 1992, ficou sabendo da detenção do senhor Suárez Rosero. No dia seguinte, tentou entrar em contato com um advogado e foi à Comissão Ecumênica de Direitos Humanos (CEDHU) em busca de ajuda para saber como estava seu esposo. Em uma de suas primeiras visitas ao lugar de detenção, escreveu algumas palavras em um papel e o entregou a um oficial, o qual lhe entregou posteriormente uma nota muito curta, na qual reconheceu a assinatura e letra de seu marido. Recebia a roupa de seu esposo todas as noites e sempre lhe impressionou que tinha um cheiro forte de umidade. Durante todo o mês em que seu esposo esteve incomunicável procurou advogados e conseguiu um apenas três dias antes da conclusão do relatório policial. Não sabia que podia recorrer a um defensor público nem quantos defensores públicos havia em Quito em 1992. Em sua opinião,

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