Instituto Médico Legal do Ministério Público257; vii) em quatro entrevistas com Gladys Espinoza e que fazem parte do Relatório emitido pela psicóloga Carmen Wurst de Landázuri, em 5 de outubro de 2008258; viii) em uma entrevista privada, realizada em 22 de setembro de 2009, enquanto aquela se encontrava no Presídio de Mulheres de Chorrillos259; ix) em um relato fornecido a um médico-legista, uma psiquiatra e uma psicóloga, visando a aplicação do Protocolo de Investigação de Torturas ou Tratamentos Cruéis, Desumanos ou Degradantes dentro do processo penal iniciado pelos fatos alegados no presente caso e recebido pela Promotoria Supranacional do Ministério Público, em 14 de janeiro de 2014260; e x) mediante declaração prestada perante agente dotado de fé pública, em 26 de março de 2014, apresentada à Corte261. 158. A descrição da forma como foi detida junto com Rafael Salgado foi consistente em todas as declarações mencionadas. Gladys Espinoza reiteradamente fez referência que, no dia 17 de abril de 1993, enquanto se encontrava parada sobre uma moto com Rafael Salgado a caminho do distrito de Jesús María, escutou disparos e foi retirada da moto, golpeada reiteradamente por vários homens desconhecidos, especialmente na cabeça com um ferro, colocada em um veículo e posteriormente transferida para a DIVISE junto com Rafael Salgado, que se encontrava ensanguentado naquele momento. Consta igualmente de todas as suas declarações que durante o traslado Rafael Salgado foi ameaçado, dizendo-lhe que se não falasse sobre o paradeiro do senhor Furukawa, “os 20 [homens iriam]usá-la”, isto é, a senhora Espinoza262. Além disso, em todas as suas declarações, a senhora Espinoza indicou que foi ameaçada, indicando por duas vezes que as ameaças sofridas eram de morte263, em outra declaração que ameaçaram matar à sua família264, e em quatro declarações ameaçaram de “injetar-lhe AIDS [sic]”265. Em quatro declarações, também relatou que gritou seu nome no momento da detenção, porque era uma época em que as pessoas desapareciam266. Em sua declaração prestada perante a Corte, a 257 Cf. Laudo n° 003821-V, de 22 de janeiro de 2004, elaborado por peritos do Instituto Médico Legal do Ministério Público (expediente de prova, fls. 1.557 a 1.563). 258 Cf. Relatório das perícias psicológicas e psiquiátricas realizado por Carmen Wurst de Landázuri, em 5 de outubro de 2008 (expediente de prova, fls. 1.544 a 1.555). 259 Cf. Declaração realizada por Gladys Espinoza em setembro de 2009, (expediente de prova, fls. 1.459 a 1.460). 260 Cfr. Protocolo de Investigação de Tortura ou Tratamentos Cruéis, Desumanos ou Degradantes, recebido em 14 de janeiro de 2014, pela Promotoria Penal Supraprovincial (expediente de prova, fls. 12.233 a 12.259). 261 Cf. Declaração prestada em 26 de março de 2014, perante agente dotado de fé pública, por Gladys Espinoza (expediente de mérito, fls. 901 a 919). 262 Cf. Manifestação policial de Gladys Espinoza perante a DINCOTE, de 28 de abril de 1993, (expediente de prova, fls. 8.269 a 8.278); Declaração de instrução de Gladys Espinoza, de 5 de junho de 1993, (expediente de prova, fl. 7.304); Laudo n° 003821-V, de 22 de janeiro de 2004, elaborado por peritos do Instituto Médico Legal do Ministério Público (expediente de prova, fls. 1.557 e 1.558); Extratos da declaração de Gladys Espinoza, de 14 de outubro de 2002, (expediente de prova, fls. 1.474 a 1.480); Relatório de perícias psicológicas e psiquiátricas realizado por Carmen Wurst de Landázuri, em 5 de outubro de 2008 (expediente de prova, fls. 1.546 e 1.555); e Protocolo de Investigação de Tortura ou Tratamentos Cruéis, Desumanos ou Degradantes, de 7 de janeiro de 2014 (expediente de prova, fl. 12.259). 263 Cf. Laudo n° 003821-V, de 22 de janeiro de 2004, elaborado por peritos do Instituto Médico Legal do Ministério Público (expediente de prova, fl. 1.559); e Relatório das perícias psicológicas e psiquiátricas, realizado por Carmen Wurst de Landázuri, em 5 de outubro de 2008, (expediente de prova, fl. 1.549). 264 Cf. Entrevista de Gladys Espinoza, realizada nos dias 9 e 10 de fevereiro de 2004, Relatório de Perícia Psicológica n°- 0037372004-PSC, Instituto Médico Legal (expediente de prova, fl. 1.453). 265 Cf. Laudo n° 003821-V, de 22 de janeiro de 2004, elaborado por peritos do Instituto Médico Legal do Ministério Público (expediente de prova, fl. 1.558); Entrevista a Gladys Espinoza, realizada nos dias 9 e 10 de fevereiro de 2004, Relatório de Perícia Psicológica n°- 003737-2004-PSC, Instituto Médico Legal (expediente de prova, fl. 1.453); Protocolo de Investigação de Tortura ou Tratamentos Cruéis, Desumanos ou Degradantes, recebido em 14 de janeiro de 2014 pela Promotoria Penal Supraprovincial (expediente de prova, fl. 12.234); e Declaração prestada em 26 de março de 2014, perante agente dotado de fé pública por Gladys Espinoza (expediente de mérito, fl. 903). 266 Cf. Laudo n° 003821-V, de,22 de janeiro de 2004, elaborado por peritos do Instituto Médico Legal do Ministério Público (expediente de prova, fl. 1.557); Relatório das perícias psicológicas e psiquiátricas, realizado por Carmen Wurst de Landázuri, em 5 de outubro de 2008, (expediente de prova, fl. 1.549);Extratos da declaração de Gladys Espinoza, de 14 de outubro de 2002, (expediente de prova, fl. 1.478), e Entrevista de Gladys Espinoza, realizada nos dias 9 e 10 de fevereiro de 2004, Relatório de Perícia Psicológica n°- 003737-2004-PSC, Instituto Médico Legal (expediente de prova, fl. 1.453).

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