21 52. Em 19 de junho de 2000, os corpos dos seis haitianos falecidos foram enterrados em uma fossa comum, em Gurabo, República Dominicana. 87 Os familiares de alguns dos mortos realizaram o enterro. 88 Não se observa da informação apresentada neste caso qual foi o destino dado à vítima dominicana. 53. Em 20 de junho de 2000, o Instituto Regional de Patologia Forense emitiu laudos preliminares sobre a causa da morte de sete pessoas. Nesses laudos, salientou-se que o caso se referia a “haitianos ilegais”. 89 3. Detenção e expulsão 54. Em 18 de junho de 2000, depois da capotagem do caminhão, 11 pessoas sobreviventes foram detidas. 90 Como não foi efetuado um registro oficial da detenção de todas as pessoas, a Corte unicamente tem conhecimento da identificação das seguintes sete pessoas: Rose Marie Dol, Sylvie Felizor, Rose-Marie Petit-Homme, Renaud Tima, Selafoi Pierre, Joseph Pierre e o menor Roland Israel. Estas pessoas foram levadas ao Destacamento Operativo de Inteligência Fronteiriça em Montecristi. 91 Horas mais tarde do mesmo dia 18 de junho de 2000, os detidos foram levados a um quartel militar em Dajabón. 55. No quartel militar de Dajabón, agentes militares desse quartel ameaçaram obrigá-los a trabalhar no campo ou lhes propuseram de que poderiam dar dinheiro a eles em troca de que estes os levassem à fronteira com o Haiti. Em resposta, os detidos fizeram uma coleta de dinheiro para entregar aos agentes. No mesmo dia, à tarde, os agentes os levaram à cidade de Ouanaminthe (Wanament), no Haiti. 92 Segundo declarações das pessoas detidas, de 11 de julho de 2012 (expediente de anexos às alegações finais do Estado, folha 4107.1). Além disso, ver Declaração prestada por Noclair Florvilien durante a Audiência Pública. 87 Cf. Nota de jornal publicada no Diário El Siglo de 20 de junho de 2000, intitulada “Haitianos acribillados vivian en el país; os sepultan en Gurabo” (expediente de anexos ao Relatório de Mérito, tomo II, folha 1630) e nota de jornal publicada no Diário Le Nouvelliste de 22 de junho de 2000, intitulada “Inhumation des 6 haitianes tués” (expediente de anexos ao escrito de petições e argumentos, folhas 3194 e 3195). A esse respeito, a Corte observa que o Estado apresentou documentos nos quais autoridades da área de saúde manifestaram ignorar o destino final destes corpos. Cf. Notas do Diretor Geral do Hospital Jose Maria Cabral Báez, do Diretor do Instituto Nacional de Ciências Forenses e dos Serviços Especializados de Saúde do Ministério de Saúde, com datas de 11, 5 e 12 de julho de 2012, respectivamente (expediente de anexos às alegações finais do Estado, folhas 4107.1 a 4107.22). 88 Cf. Declaração prestada perante agente dotado de fé pública por Sonide Nora, supra, folha 572; avaliação psicológica do senhor Vivandieu Dorzema, emitida pelo psicólogo Jean Evenson Lizaire perante notário público em 24 de fevereiro de 2011 (expediente de anexos ao escrito de petições e argumentos, tomo V, folha 2995). Além disso, ver certidões de enterro emitidas nos dias 13 e 19 de julho de 2012, a respeito de Fritz Alce, Roselene Thermeus, Ilfaudia Dorzema, Nadege Dorzema e Jacqueline Maxime (expediente de anexos às alegações finais escritas dos representantes, tomo II, folhas 4738 e 4739). 89 Relatórios Preliminares de Perícias Médico Legais do Instituto Regional de Patologia Forense de 20 de junho de 2000, supra, folhas 1598 a 1613. 90 Cf. Nota do Diretor de Inteligência da SEFA de 18 de junho de 2000, supra, folha 1646, e nota do Comandante do 10º Batalhão de Infantaria de 18 de junho de 2000, supra, folha 846. 91 Cf. Declaração testemunhal de Sylvie Felizor, supra, folha 1584; declaração testemunhal de Rose Marie Dol, supra, folha 1585; declaração testemunhal de Selafoi Pierre, supra, folha 1587; declaração testemunhal de Joseph Pierre, supra, folha 1588; declaração testemunhal de Rose-Marie Petit-Homme, supra, folha 1639; declaração prestada perante agente dotado de fé pública por Joseph Pierre, supra, folhas 565. No entanto, de acordo com uma Nota do Comandante do 10º Batalhão de Infantaria de 18 de junho de 2000, as pessoas detidas foram enviadas ao escritório de migração da cidade de Dajabón, para depois serem devolvidos a seu território, supra, folha 846. 92 Da prova apresentada nos autos, a Corte observa que Sonide Nora e Josier Maxime, que foram hospitalizados, posteriormente foram expulsos juntamente com as pessoas que estiveram detidas no quartel militar de Dajabón. Por outro lado, a Corte não possui informação sobre o ocorrido aos senhores Alphonse Oremis e Honorio Winique. Cf. Declaração testemunhal de Sylvie Felizor, supra, folha 1584; declaração testemunhal de Rose Marie Dol, supra, folha 1585; declaração testemunhal de Renaud Tima, supra, folha 1586; declaração testemunhal de Selafoi Pierre, supra, folha 1587; declaração testemunhal de Joseph Pierre, supra, folha 1588; declaração testemunhal de Rose-

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