6 b) com respeito ao alegado isolamento prolongado de alguns internos, “este modelo não pode nem tem sido aplicado. Os adolescentes internados nos módulos Despertar I, II e III, de maneira alguma, permanecem isolados ou privados do contato com os outros socioeducandos e familiares ou de seus direitos à participação em atividades pedagógicas ou outras atividades externas ao seu alojamento”; c) “em um contexto em que vários adolescentes, muitos dos quais já apresentam um histórico de violência e vulnerabilidade social, são privados de liberdade, eventos como brigas, motins e tentativas de fuga são não apenas possíveis, mas prováveis”. Perante isto, o Estado intervém com medidas preventivas ou, quando resulta necessário, de contenção; d) sobre o uso de armamento dentro da Unidade, informou que os funcionários da UNIS são proibidos de utilizar armamento letal e que seu uso está restringido à polícia militar em casos de ruptura grave da ordem interna. Ademais, destacou a existência de um grupo específico de agentes treinados para enfrentar situações de risco, com a finalidade de evitar o uso de força policial. Finalmente, informou sobre a elaboração de um projeto destinado a regular o mecanismo de controle de situações de risco e de graves crises e o uso de armamento letal e não-letal; e) com respeito à investigação de supostos fatos de violência ocorridos dentro da Unidade, o Brasil afirmou que está atuando com a devida diligência, mediante a instauração de procedimentos administrativos, iniciados por denúncia de agentes, ex-servidores, adolescentes e familiares, bem como por denúncias anônimas. Outrossim, informou sobre a desvinculação de funcionários envolvidos em incidentes de violência; f) no ano de 2010, a Corregedoria do Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (doravante “a Corregedoria”) investigou 46 casos, entre os quais se encontram dois de agressão entre adolescentes, cinco de agressão de internos por parte de funcionários, três incidentes de incêndio, tumulto ou depredação, 24 fugas ou tentativas de fuga, dois motins ou rebeliões. Somente no ano de 2010, 40 funcionários foram desvinculados da UNIS por, inter alia, contrabando de materiais ilegais, facilitação de fugas e agressões a adolescentes; g) com respeito ao ocorrido em 13 de dezembro de 2010, afirmou que três internos saíram por um duto de ar, romperam cadeados de outros alojamentos para liberar a outros adolescentes e ameaçaram começar uma rebelião. O Estado reconheceu que “em razão do déficit de servidores naquela função, não foi possível realizar uma estratégia de contenção de forma segura”. A situação foi controlada mediante intervenção da polícia, resultando em um interno com feridas leves. Foi instaurado o respectivo procedimento administrativo para investigar os fatos; h) sobre os fatos de 31 de janeiro de 2011, o Estado esclareceu que as tentativas de negociação do Estado resultaram infrutíferas, sendo necessária a intervenção da polícia militar para a contenção dos internos. Finalizados os procedimentos, quatro jovens feridos foram encaminhados para realização do exame médico forense. Foi instaurado o respectivo procedimento administrativo para investigar os fatos;

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