2019, nas quais seriam criadas mais de 744 vagas, elevando o total para 12.841 até o final do
ano de 2019.
7.
O percentual de ocupação por unidade carcerária do Complexo Penitenciário de
Pedrinhas apresentava, em janeiro de 2019, uma tendência de baixa, com duas unidades em
situação de ocupação inferior ao máximo de vagas disponíveis: UPSL1 com 121%; UPSL2 com
106%; UPSL 3 com 202%; UPSL4 com 81%; UPSL5 com 114%; e UPSL6 com 130%; COCTS
com 126%; e UPFEM com 86%.
8.
No que se refere à implementação das audiências de custódia no município de São Luís,
capital do Maranhão, ressaltou que, de acordo com o relatório da Unidade de Monitoramento
Carcerário, foram realizadas, aproximadamente, 1.500 audiências durante o ano de 2018 e
quase 1.000 entre janeiro e maio de 2019. Um estudo realizado sobre as audiências de custódia
conduzidas até agosto de 2018 indica que se decretou prisão preventiva em 68,1% dos casos,
e se concedeu liberdade provisória em 31,9%. O Estado prevê a expansão dos casos em que
se realizarão audiências de custódia para municipalidades com mais de 100 mil habitantes e
que unidades carcerárias com capacidade esgotada realizarão audiência de custódia antes da
definição do traslado do preso.
9.
O Estado acrescentou que a Corregedoria do Sistema Penitenciário também está
encarregada de proceder à averiguação de desvios de conduta de servidores e investigações.
Para isso, concedeu-se um espaço físico apropriado e capacitação para os servidores, e criaramse comissões processuais permanentes.
10.
Também informou sobre a disponibilidade de especialistas penitenciários jurídicos (EPJs)
para as unidades carcerárias, que ajudam no exame da situação processual, na realização de
diagnóstico de casos de atenção prioritária e nas providências para a regularização da vida
jurídica dos detidos. Atualmente, 48 especialistas atuam de forma subsidiária à Defensoria
Pública Estadual. Além disso, observou que, entre agosto de 2018 e janeiro de 2019, foram
realizadas 17.894 intervenções jurídicas nas unidades carcerárias e se prestou atendimento
jurídico a familiares em 1.402 ocasiões. Acrescentou que, de janeiro a junho de 2019, foram
realizados 1.652 atendimentos a familiares.
11.
Com respeito à implementação de medidas alternativas à detenção carcerária, o Estado
observou que foi realizada por meio das Associações de Proteção e Assistência aos Condenados
(APACs). Em junho de 2018, contava-se com 316 vagas e previa-se que, em abril de 2019,
haveria 547 vagas. Quanto ao aumento do uso de tornozeleiras eletrônicas, dispunha-se de
1.145 unidades em junho de 2018.
12.
Os Representantes informaram que a política criminal e penal do Estado investe os
recursos públicos de forma maciça na criação e ampliação do número de vagas, priorizando a
privação de liberdade em detrimento de alternativas.
13.
Informaram que, de dezembro de 2014 a junho de 2018, a população penitenciária do
Estado de Maranhão mostrou um crescimento de 63,5%, ao passo que a disponibilidade de
vagas aumentou 58,1% no mesmo período. Acrescentaram dados a respeito da superpopulação
em diversas unidades: em janeiro de 2019, a UPRSL1 abrigava 378 pessoas privadas de
liberdade para uma capacidade de 273 vagas; em maio de 2019, a UPRSL3 mantinha 459
pessoas privadas de liberdade para uma capacidade de 166 vagas; a UPRSL5 abrigava 461
pessoas privadas de liberdade para uma capacidade de 432 vagas; a UPRSL6 mantinha 794
pessoas privadas de liberdade para uma capacidade de 600 vagas; e havia no COCTS Triagem
240 pessoas privadas de liberdade para uma capacidade de 228 vagas. Tudo isso apesar da
adoção das medidas alternativas à privação de liberdade, como o uso de tornozeleiras
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