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Maternidade del Seguro de Sabana Grande de Boyá. Indicou assim porque a maternidade
ficava muito longe de sua casa e não tinha nem o dinheiro nem o tempo para ir até este
lugar conseguir a prova de que ela lá nascera.
A testemunha afirmou que para obter os documentos de seus filhos foi mais ou menos fácil
para alguns deles e mais difícil para outros. Assegurou que foi mais fácil registrar seus filhos
Heriberto e Rudelania, porque seu pai é da República Dominicana, tinha documento e ia
com ela registrá-los. Com o registro de Esteban teve os mesmos problemas que com Violeta
e Daisy. Quando foi com as pessoas do MUDHA registrar Violeta e Daisy, também queria
fazer o mesmo com Esteban, mas não pôde.
Dois de seus filhos, Daisy e Esteban, continuam sem certidão de nascimento. Teme muito
por Daisy estar fora da casa e da comunidade pois não possui documentos, e pensa que a
qualquer momento podem prendê-la. Daisy parou de estudar porque sabia que na oitava
série não poderia realizar as provas nacionais por falta de documentos. Daisy tem dois filhos
que não possuem documentos, já que ela tampouco os tem. A testemunha não tentou
registrar novamente seus filhos Daisy e Esteban porque não possui o dinheiro nem pode
deixar de trabalhar para fazer as viagens para conseguir todos os documentos exigidos, e
não sabe se os registrariam, mesmo tendo tudo arrumado.
Os funcionários de migração continuam detendo e deportando as pessoas por não terem
documentos ou “melhor dizendo, por ser moreno”. A testemunha afirmou que se a
detivessem não entregaria sua cédula de identidade, por medo de que a rasgassem e
ficasse sem documentos, de maneira que preferiria ser levada ao Haiti com os documentos
para poder regressar à República Dominicana, e que teve bastante temor de que algo lhes
possa acontecer por estarem envolvidos neste caso.
Por último, a testemunha afirmou que não há nada que lhes possa recompensar por tudo o
que passaram, mas pelo menos espera que lhes recompensem por todo o tempo e os
gastos que realizaram por causa deste caso, e que seja concedida uma bolsa a Violeta para
que possa continuar estudando na universidade.
3)
Teresa Tucent Mena, irmã da criança Violeta Bosico
Nasceu em 7 de julho de 1974. É filha de Tiramen Bosico Cofi e irmã de Violeta Bosico, que
continua vivendo com a testemunha no Batey Palavé. Esclareceu que seu sobrenome
correto é Tucent Mena, e não Tuseimena.
A testemunha acredita que para resolver este caso e para assegurar que os problemas de
registro se resolvam seria justo que as mães sem documentos pudessem declarar ou
registrar seus filhos apenas indo e se apresentando, e indicando algum documento de que
seu filho nasceu na República Dominicana.
Espera que sua irmã Violeta possa ir à universidade, já que são pobres e seria bom que ela
tivesse uma bolsa de estudo para continuar estudando.
Às vezes tem medo quando algo relacionado com o presente caso é publicado no âmbito
nacional, porque sabe que há gente que diz que a testemunha e sua família estão
denunciando a República Dominicana e que estão causando problemas por este caso. Por
isso tem medo que algo ruim lhes possa acontecer.
4)
Dilcia Yean, suposta vítima
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