3
5.
que:
Em relação à implementação das presentes medidas provisórias, o Estado indicou
a) quanto à lista das pessoas mortas na Penitenciária apresentada pelo Estado
durante a audiência pública de 30 de setembro de 2009, “ainda não foi possível
concluir o trabalho de saneamento” da mesma, que inclui: a) fichas individuais
com os dados das pessoas mortas; b) a listagem atualizada de mortes violentas,
e c) os nomes que foram retirados da anterior lista de mortes com sua respectiva
justificativa. Dito levantamento continua em processo de elaboração e deverá ser
concluído proximamente;
b) quanto às denúncias sobre atos violentos que teriam ocorrido entre julho de 2009
e dezembro de 2010, naquelas que contam com a identificação dos ofendidos, o
Estado está atuando através de averiguações iniciadas pela polícia pela Ouvidoria
e pelo Ministério Público e, ademais, através de procedimentos judiciais em curso.
Adicionalmente, solicitou aos representantes que apresentem “dados e
informações complementares que possibilitem o andamento da apuração dos
fatos denunciados”;
c) a ação penal referente “à denúncia de tortura [de] 16 internos na cela F-16,
ocorrida em 8 de setembro de 2008”, foi decidida em 28 de fevereiro de 2011,
condenando quatro pessoas a penas privativas de liberdade pelo referido delito.
Três condenados apelaram ao Tribunal de Justiça do Estado de Rôndonia;
d) a sentença da ação penal sobre o delito de coação no curso de uma investigação
foi emitida em 14 de outubro de 2010 e condenou a duas pessoas a penas
privativas de liberdade de oito anos e cinco meses e de cinco anos e dois meses,
respectivamente. As pessoas condenadas interpuseram um recurso, o qual foi
remetido ao Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia em 16 de novembro de
2010;
e) em maio de 2010 foi realizado o julgamento de 18 pessoas pelos fatos ocorridos
em janeiro de 2002. A esse respeito, 15 pessoas foram condenadas e três foram
absolvidas. Alguns dos condenados apresentaram recurso perante o Tribunal de
Justiça do Estado de Rondônia;
f)
o processo judicial sobre outros incidentes de violência ocorridos no Urso Branco
em abril de 2004 está em fase de investigação. Ademais, o processo relativo à
investigação de disparos de arma de fogo na cela H-4 que feriram a quatro
internos em 8 de agosto de 2009, foi concluído com a condenação de uma pessoa
a um ano e dois meses de detenção, com efeito suspensivo;
g) o diretor de segurança e o diretor geral da penitenciária foram exonerados;
h) quanto ao pedido dos representantes de que o Estado apresentasse uma “lista de
servidores que [trabalham] no Presídio Urso Branco que respondam a algum tipo
de procedimento, [...] administrativo ou judicial”, não foi possível elaborá-la