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Seu filho ingressou na Universidade de La Cantuta com a ideia de concluir os estudos e
viajar ao México para “tentar continuar os estudos”. Como estudante, o filho “reclamava dos
excessos dos militares dentro da universidade”.
Quando soube do desaparecimento do filho, pensou “que em algum momento o […]
encontrar[iam] em algum lugar, maltratado em virtude do tratamento que os militares
sempre dão”. Posteriormente, sentiu “que o havia perdido […] e que ia ser difícil encontrálo, porque já se tinha conhecimento da atitude dos militares”.
A família se sentia impossibilitada de falar. Parecia que todas as autoridades “tiveram
ordem de se calar”.
Incorreram em várias despesas durante os anos de busca. Ademais, sua filha Gisela teve
muitas despesas e não tem trabalho por ter se dedicado a buscar justiça.
“Os militares […] se excedem; decidem sobre a vida das pessoas com o pretexto de que são
terroristas”. De fato, no Caso La Cantuta “os militares conseguiram difundir a ideia [no
âmbito] nacional de que todos os que morreram ali são terroristas e de que suas famílias
são terroristas”.
A família recebeu ameaças. Enviaram uma coroa de flores a sua filha Gisela na APRODEH,
que dizia que ia morrer; quanto a suas filhas mais novas, “dois policiais se aproximaram
para dizer-lhes que não comentem nada”; além disso, “na esquina de [sua] casa havia
policiais para vigiá-[los]”.
Está preocupado com a segurança da filha Gisela, que, além de não ter terminado os
estudos, “se nota que foi afetada por isso porque o temperamento dela é muito forte e
antes não era assim”. Além disso, sente muita pena porque nunca voltará a ver o filho.
Recebeu uma indenização do Estado pelo desaparecimento do filho em 1995. Entretanto,
decorridos 14 anos dos fatos, sente que “ainda não há justiça”.
Finalmente, solicitou à Corte que ordene ao Estado “que elimine esse tratamento como
terroristas”.
d) José Ariol Teodoro León, pai de Robert Edgar Teodoro Espinoza
Seu filho havia sido criado por ele, pela avó e pela mãe adotiva. Quando soube do
desaparecimento do filho se “desespe[rou e pensava] o pior”. Ele e a esposa levaram-lhe
roupa porque pensavam que estaria passando frio.
Soube da descoberta das fossas pela revista “SI”. Ele e a esposa se alternavam para ir às
escavações todos os dias. Reconheceram um pedaço de calça e de casaco do filho.
Sentiu “dor[,] angústia [e] pena”. Ele e sua família continuarão “sofrendo até a morte”. “Já
não que[r] trabalhar. Para quê? […] se de fato [vai] morrer”.
Solicitou à Corte que ordene ao Estado que lhes devolva os restos do filho; que encerre “de
uma vez o julgamento de La Cantuta”; que determine “pena exemplar” e reparação.
d) José Oyague Velazco, pai de Dora Oyague Fierro
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