18
b)
foi editado um Decreto por meio do qual convoca-se a Militares do
Estado da Reserva Remunerada para prestar um serviço ativo no período de 15
de julho a 31 de dezembro de 2005, a maioria dos quais se encontra exercendo
atividades de segurança em Porto Velho, incluindo na Penitenciária Urso
Branco; e
c)
como medida de precaução diante da possibilidade de uma paralisação,
em 10 de agosto de 2005 a Administração do Sistema Penitenciário solicitou
colaboração ao Comando Geral da Policía Militar para garantir a segurança nos
estabelecimentos penitenciários.
25.
As notas da Secretaria da Corte de 22 de agosto de 2005, mediante as quais
comunicou que, seguindo instruções do Presidente, outorgou-se prazo até o 26 e 31 de
agosto de 2005 para que os peticionários das medidas e a Comissão Interamericana,
respectivamente, apresentassem as observações que considerassem pertinentes ao
referido escrito estatal de 19 de agosto de 2005 (supra Visto 24). Igualmente,
seguindo instruções do Presidente, requereu-se ao Brasil que remetesse, no tempo
mais breve possível, o décimo primeiro relatório bimestral sobre o cumprimento destas
medidas provisórias, pois, em 7 de agosto de 2005 venceu o prazo para sua
apresentação e ainda não tinha sido recebido.
26.
O escrito de 24 de agosto de 2005, mediante o qual a Comissão apresentou
suas observações ao décimo relatório estatal sobre o cumprimento das medidas (supra
Visto 20). A Comissão apresentou as mencionadas observações em idioma espanhol
em 18 de agosto de 2005. Em síntese a Comissão indicou que:
a)
apesar das boas intenções do Brasil, uma série de fatos ocorridos em
março e abril de 2005 demonstram que se mantém a situação de urgência na
penitenciária. As fugas, as tentativas de fuga, a existência de armas artesanais
dentro da penitenciária, o início da rebelião em maio, a falta de medidas de
proteção aos visitantes, a falta de um detector de metais e o limitado número
de agentes de segurança são claras demonstrações da mencionada situação de
urgência;
b)
expressou sua preocupação pela informação trazida pelos peticionários
das medidas em 11 de agosto de 2005 sobre uma possível paralisação de
atividades por parte dos agentes penitenciários, o que é uma agravante da
critica situação;
c)
quanto à adequação das condições da penitenciária às normas
internacionais, os esforços do Estado “encontram-se focalizados em ações
dentro de um futuro não preciso”. Existe uma falta no avanço na reconstrução
de vários pavilhões e de adoção de “ações precisas contra a superlotação”.
Igualmente, o centro médico encontra-se em condições precárias, que
resultaram na morte de um detento;
d)
respeito à remissão periódica de listas atualizadas, a informação
apresentada pelo Brasil “deixa entender que se tem dado certas medidas para
melhorar a situação da superlotação[, …] mas[…] perante o maior número de
novos ingressos não trata-se de medidas eficazes”. A informação apresentada
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