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A campanha de desprestígio contra o CONEMPA não se limitou às publicações de
1992, mas se estendeu por aproximadamente 10 anos, sem que em nenhum
momento o senhor Canese tentasse provar a verdade de tais afirmações. Uma prova
disso é que não existem, nos tribunais do Paraguai, denúncias assinadas pelo senhor
Canese, que “apenas se limitou a difamar e injuriar através da imprensa de forma
reiterada”.
O senhor Canese se colocou a serviço de um grupo de pessoas que, na época dos
fatos, eram adversários políticos do senhor Wasmosy.
Durante o governo do senhor Luis González Macchi, o senhor Canese exerceu o
cargo de Vice-Ministro de Minas e Energia durante aproximadamente um ano, sendo,
deste modo, o Chefe “das Binacionais”. Durante esse tempo, o senhor Canese
investigou os arquivos dos órgãos binacionais de Itaipu e Yacyretá, sem encontrar
nenhum documento que lhe permitisse respaldar suas acusações.
A testemunha solicitou à Corte que rejeite a demanda que o senhor Canese promove
contra o Paraguai.
c)
Testemunho do senhor Oscar Aranda Núñez, integrante do Conselho
de Administração do CONEMPA
A testemunha conhece o senhor Canese, contra quem promoveu, em 1992, em seu
caráter de integrante do Conselho de Administração do CONEMPA, uma queixa
criminal pelo cometimento dos crimes de difamação e injúria.
Desde 1992 e por vários anos, a empresa CONEMPA e, mais especificamente, as
pessoas que formavam seu Diretório, foram vítimas de ataques à sua honra e
reputação pelo fato de pertencer à mencionada empresa, a qual forma um consórcio
de empresas paraguaias que se haviam unido para participar em diversas obras
relacionadas com a binacional Itaipu.
O senhor Canese se uniu aos “inimigos políticos” do senhor Juan Carlos Wasmosy integrante da empresa CONEMPA que se candidatou à Presidência da República- e,
uma vez interposta a referida queixa criminal por parte dos integrantes do Conselho
de Administração do CONEMPA contra ele, prosseguiu com a difamação e injúria
contra estas pessoas de forma reiterada.
O senhor Canese foi condenado pela justiça paraguaia em suas três instâncias, mas
a Corte Suprema de Justiça do Paraguai “reviu sua decisão” e o deixou “liberado do
processo”, com o que permaneceu impune apesar das provas reunidas no caso.
As expressões feitas pelo senhor Ricardo Canese tiveram graves consequências para
a empresa CONEMPA, a qual enfrentou dificuldades que impediram que o consórcio
pudesse ser qualificado ou adjudicado em diversas licitações para obras públicas.
Enquanto esteve processado, e depois de ser condenado, pelos crimes de difamação
e injúria, o senhor Canese atacou o CONEMPA e seus diretores através de artigos
jornalísticos e entrevistas.
As únicas vítimas do ocorrido à raiz das declarações do senhor Canese foram os
membros do consórcio.