14 A campanha de desprestígio contra o CONEMPA não se limitou às publicações de 1992, mas se estendeu por aproximadamente 10 anos, sem que em nenhum momento o senhor Canese tentasse provar a verdade de tais afirmações. Uma prova disso é que não existem, nos tribunais do Paraguai, denúncias assinadas pelo senhor Canese, que “apenas se limitou a difamar e injuriar através da imprensa de forma reiterada”. O senhor Canese se colocou a serviço de um grupo de pessoas que, na época dos fatos, eram adversários políticos do senhor Wasmosy. Durante o governo do senhor Luis González Macchi, o senhor Canese exerceu o cargo de Vice-Ministro de Minas e Energia durante aproximadamente um ano, sendo, deste modo, o Chefe “das Binacionais”. Durante esse tempo, o senhor Canese investigou os arquivos dos órgãos binacionais de Itaipu e Yacyretá, sem encontrar nenhum documento que lhe permitisse respaldar suas acusações. A testemunha solicitou à Corte que rejeite a demanda que o senhor Canese promove contra o Paraguai. c) Testemunho do senhor Oscar Aranda Núñez, integrante do Conselho de Administração do CONEMPA A testemunha conhece o senhor Canese, contra quem promoveu, em 1992, em seu caráter de integrante do Conselho de Administração do CONEMPA, uma queixa criminal pelo cometimento dos crimes de difamação e injúria. Desde 1992 e por vários anos, a empresa CONEMPA e, mais especificamente, as pessoas que formavam seu Diretório, foram vítimas de ataques à sua honra e reputação pelo fato de pertencer à mencionada empresa, a qual forma um consórcio de empresas paraguaias que se haviam unido para participar em diversas obras relacionadas com a binacional Itaipu. O senhor Canese se uniu aos “inimigos políticos” do senhor Juan Carlos Wasmosy integrante da empresa CONEMPA que se candidatou à Presidência da República- e, uma vez interposta a referida queixa criminal por parte dos integrantes do Conselho de Administração do CONEMPA contra ele, prosseguiu com a difamação e injúria contra estas pessoas de forma reiterada. O senhor Canese foi condenado pela justiça paraguaia em suas três instâncias, mas a Corte Suprema de Justiça do Paraguai “reviu sua decisão” e o deixou “liberado do processo”, com o que permaneceu impune apesar das provas reunidas no caso. As expressões feitas pelo senhor Ricardo Canese tiveram graves consequências para a empresa CONEMPA, a qual enfrentou dificuldades que impediram que o consórcio pudesse ser qualificado ou adjudicado em diversas licitações para obras públicas. Enquanto esteve processado, e depois de ser condenado, pelos crimes de difamação e injúria, o senhor Canese atacou o CONEMPA e seus diretores através de artigos jornalísticos e entrevistas. As únicas vítimas do ocorrido à raiz das declarações do senhor Canese foram os membros do consórcio.

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