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Em maio de 2009, dita Subcomissão realizou uma reunião na qual, entre outros
temas, foi valorada a possibilidade de criar uma página web para que toda pessoa
interessada possa acompanhar o desenvolvimento das investigações policiais e
administrativas relacionadas a Urso Branco.
8.
Que os representantes manifestaram que apesar das alegações do Estado de
que os episódios de violência na Penitenciária são casos isolados, constantemente
são apresentadas denúncias de tortura a eles, à Ordem dos Advogados do Brasil, à
Delegacia de Delitos Penitenciários e ao Ministério Público, entre outros órgãos, sem
que nenhuma pessoa tenha sido responsabilizada por tais fatos. Acrescentaram que
na visita realizada à Penitenciária em 08 de setembro de 2008 pelo Juiz de
Execuções Penais e integrantes do Ministério Público, foram encontrados cerca de
quatorze presos com sinais de tortura. Com relação a esse crime, em maio de 2009,
o Ministério Público denunciou cinco agentes penitenciários, entre eles o ex DiretorGeral de Urso Branco, iniciando-se a ação penal correspondente. Quanto à
investigação da morte do beneficiário L.C.S., os representantes destacaram que o
relatório policial concluiu que esse crime teria sido cometido por um agente público.
Acerca da investigação da tortura de W.R.X., não houve reconhecimento fotográfico
do responsável porque a Secretaria de Justiça não forneceu o arquivo de pessoal de
Urso Branco. Ademais, em 13 de abril de 2009, o Estado foi condenado em uma ação
civil a reformar a Penitenciária Urso Branco e a contratar mais agentes
penitenciários, no prazo de 120 dias.
9.
Que a Comissão expressou sua preocupação no que tange à impunidade que
vigora ante as contínuas denúncias de tortura ocorridas no interior da Penitenciária.
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10.
Que o Estado informou que, em 07 de outubro de 2008, a Procuradoria-Geral
da República “considerou presente a verossimilhança das alegações de violação de
direitos humanos [em] Urso Branco e apresentou, perante o Supremo Tribunal
Federal (STF), pedido de intervenção federal em face do Estado de Rondônia”. Por
esse motivo, o governo de Rondônia decretou o estado de “situação de emergência”
em seus estabelecimentos carcerários e criou uma Força-Tarefa integrada, entre
outros, por representantes das Secretarias da Justiça, de Administração, de
Planejamento e Coordenação Geral, de Saúde e de Finanças, com o objetivo de atuar
prioritariamente no sistema penitenciário. Em 16 de outubro de 2008, dito grupo de
trabalho reuniu-se pela primeira vez com o objetivo de planejar as estratégias de
ação. Por outra parte, o Brasil informou que a CDDPH tem-se reunido
periodicamente a cada dois meses, apesar da oposição dos representantes em
participar de tais reuniões. Considerou que a participação dos representantes nesses
encontros é de extrema importância para o trabalho da mencionada comissão e
espera que reavaliem sua postura.
11.
Que os representantes informaram que têm cooperado com o ProcuradorGeral da República através do fornecimento de informação sobre a situação da
Penitenciária, incluindo denúncias de torturas. Em 09 de dezembro de 2008,
solicitaram ao STF sua inclusão em dito procedimento como assistentes simples do