-20ordene ao Estado que os “repare digna e integralmente”. Ademais, solicitou outras formas de reparação, garantias de não repetição e de satisfação. Finalmente, manifestou que “desej[a] […] encontrar […] os restos de seu] filho para dar-lhe uma sepultura cristã”; que o Estado faça justiça, que condene os responsáveis e que “haja paz […] e se respeitem os direitos humanos”. e) Gladis Ester Ríos de Mancuello, esposa do senhor Carlos José Mancuello Bareiro A senhora Ríos de Mancuello declarou que foi detida junto com seu esposo e sua filha Claudia Anahí, e que ela estava grávida de seu filho Carlos Marcelo, que nasceu em uma delegacia do Paraguai. Ela esteve detida por três anos. A testemunha expressou que, depois de ser expulsa do país, chegou à Argentina, onde sofreu “muitos problemas psicológicos e emocionais pelas situações vividas e pela tortura psicológica permanentemente recebida durante [sua] detenção”. Assinalou que seus filhos “sofreram profundamente as situações vividas[, o que lhes] provocou e continua […] provocando danos [como] o rompimento produzido no sistema de parentesco, danos psicológicos […], privação da presença do pai […e d]a mãe”. A testemunha assinalou que teve de proporcionar a seus dois filhos tratamentos médicos e psicológicos. No entanto, manifestou que “sua renda não [lhe] permite continuar, hoje em dia, um tratamento apropriado aos problemas de saúde dos quais pade[ce]”. Finalmente, a senhora Ríos solicitou à Corte que exija do Estado diversas formas de reparação e garantias de não repetição e satisfação. f) Ana Elizabeth Mancuello Bareiro, irmã de Carlos José Mancuello Bareiro A testemunha manifestou que seu irmão era “o que mantinha unida afamilia” e que depois de seu desaparecimento “nunca voltaram a ser os mesmos[. S]obreviveram, mas já não viv[em] como viv[iam] até aquele momento”. Declarou ter sido testemunha e vítima das “humilhações e castigos físicos por parte dos diferentes encarregados dos organismos de segurança” aos que foi com sua mãe em busca de seu irmão. Expressou que sua mãe sofre “diversos padecimentos físicos […] e que [seus] irmãos sofreram problemas […] psicológicos que não [lhes] permitem levar [sua] vida normalmente”. Assim mesmo, a testemunha manifestou que “durante a prisão de [seu] irmão, em [sua] família nuclear todos tinham de trabalhar para […] cobrir as necessidades básicas de [sua] sobrinha Claudia Anahí”. Finalmente, a senhora Mancuello Bareiro solicitou outras formas de reparação, garantias de não repetição e de satisfação. g) Gladys Meilinger Investigações de Sannemann, ex-detida no Departamento de A senhora Meilinger de Sannemann manifestou que ao ter estado detida conheceu os senhores Carlos José Mancuello Bareiro, Rodolfo Ramírez Villalba e Benjamín Ramírez Villalba, que se encontravam em uma cela próxima da sua, desde onde “pôd[e] observar as cicatrizes que tinham em todo o corpo por causa das torturas que sofreram”. Além disso, expressou que lhe “consta que foram brutalmente torturados […e que], segundo versões de outros detidos [os senhores Carlos José Mancuello Bareiro, Rodolfo Ramírez Villalba e Benjamín Ramírez Villalba], eram submersos em banheiras de água suja com excrementos

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