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Conhece Alfredo López Álvarez desde que era criança. O senhor López Álvarez participou como
dirigente do Comitê de Defesa de Terras Triunfenses (doravante denominado “CODETT”). Este
senhor recebeu ameaças. Uma vez, quando estava com a declarante, foi detido por agentes da
polícia. Posteriormente o deixaram em liberdade sem havê-lo acusado. Nesta oportunidade a
declarante não avisou ninguém. A testemunha considera que o senhor López Álvarez foi detido
por sua luta pelas terras e que o difamaram acusando-o de venda de drogas. A detenção do
senhor López Álvarez interrompeu momentaneamente a luta pelas terras, que foi retomada
pouco depois.
b) Secundino Torres Amaya, residente no povoado garífuna de Triunfo de la Cruz e
presidente do CODETT.
Há muitos problemas de terra na Comunidade de Triunfo de la Cruz. A Prefeitura de Tela vendeu
terra garífuna à empresa Marbella e, utilizando “um contrato com os franciscanos”, tentou ficar
com terras pertencentes ao povo garífuna. Todos estes problemas afetaram negativamente a
comunidade, já que foi reduzido o espaço geográfico da população garífuna, criando um
ambiente de desconfiança, impunidade e confrontação entre os membros da comunidade.
Conhece o senhor López Álvarez há 10 ou 12 anos. Ele trabalhava como marinheiro, eletricista e
Presidente do CODETT. Membros deste comitê foram ameaçados por pessoas de dentro e fora
da comunidade pelo trabalho realizado em defesa das terras; alguns foram julgados
criminalmente; existem ordens de captura contra membros do CODETT. Cinco dirigentes
comunais e um menor envolvidos em movimentos de luta pela terra morreram. A testemunha
atribui a detenção do senhor López Álvarez à luta pela defesa das terras.
c) Juan Edgardo García, residente na comunidade garífuna de Triunfo de la Cruz.
Conhece o senhor Alfredo López Álvarez há 16 anos e nessa época ficou sabendo de ameaças
anônimas contra este senhor. Destacou um incidente ocorrido há nove anos: ficou sabendo que
tentaram matar o senhor López Álvarez, mas os autores se confundiram e dispararam contra
uma pessoa que viajava em um carro igual ao do senhor López Álvarez.
d) Andrés Pavón Murillo, Presidente do Comitê para a Defesa dos Direitos Humanos
em Honduras (doravante denominado “CODEH”)
Conheceu o senhor Alfredo López Álvarez como dirigente da comunidade garífuna, e
posteriormente ficou sabendo que havia sido privado de liberdade sob condições “não
transparentes”. No ano de 2001, uma equipe técnica do CODEH visitou o presídio de Tela para
realizar uma oficina sobre os direitos humanos de prisioneiros. Naquela reunião conseguiu a
organização dos indivíduos privados de liberdade e o senhor López Álvarez foi nomeado membro
diretivo da organização. Por sua participação nesta organização, o senhor López Álvarez foi
objeto de assédio e acosso, a ponto de ser proibido de se comunicar em sua própria língua.
Posteriormente foi transferido ao presídio de Puerto Cortés, afastado de sua família. Advertiramno que seria submetido a tratamentos cruéis se voltasse a participar na organização dos
prisioneiros.
2)
Proposto pelos representantes
a) Gilberto Antonio Sánchez Chandias, ex-Promotor Auxiliar e Especial na
Promotoria de Etnias e Patrimônio Cultural.
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