43 que tinha que ver advogados e ocupar-se de atender a Juan Carlos, e depois disso conseguir sua liberdade”.137 Por sua vez, a testemunha Clotilde Elena Rodríguez declarou que Juan José Bayarri e seu filho Juan Carlos “[t]inham em sociedade uma agência de automóveis muito importante na região de Bernal, a poucas quadras da estação e da casa que os Bayarri tinham na rua Belgrano, agência de automóveis que ela conheceu [e que] nessa agência se encontravam em exposição e venda automóveis muito valiosos, alguns carros importados e até carros antigos, embora não se recordr das marcas já que não sabe muito sobre automóveis”.138 Por último, a testemunha Noemí Virginia Julia Martínez declarou que “[trabalhou] na agência de automóveis que a família Bayarri tinha na Avenida San Martín 742, Esquina Cerrito 10 de Bernal, a poucas quadras da estação de trem”. A testemunha mencionou que “[n]essa agência havia muito movimento comercial, já que tinham veículos baratos mas também outros muito valiosos, todos eram carros usados, alguns importados e também veículos antigos, que o Sr. `Don Juan’ Bayarri, restaurava em oficinas mecânicas de amigos para poder vendê-los a um bom preço a colecionadores e/ou a pessoas que buscam esse tipo de automóvel, inclusive vinham do exterior comprar carros de coleção”.139 148. Os representantes apresentaram, como prova documental das atividades comerciais do senhor Bayarri, um alvará de habilitação do local; uma cópia autenticada do Livro de Atas da agência de automóveis, com data de 27 de março de 1989, expedida pelo Departamento de Comércio da Municipalidade de Quilmes; uma cópia autenticada do livro de Exposição e Vendas de Automóveis e uma fotografia da frente do estabelecimento denominado “Bernal Motors Car”. Além disso, afirmaram que, na “busca e apreensão policial realizada em [seu] domicílio da rua Belgrano 716 de Bernal, Quilmes, Província de Buenos Aires, em 21 de novembro de 1991, [levaram] muita documentação com a desculpa de ter de verificá-la, a qual jamais foi registrada em nenhuma ata e tampouco [lhes] foi devolvida”. 149. O Tribunal constata que a veracidade dos documentos e depoimentos apresentados pelos representantes não foi questionada pelo Estado (par. 49 supra). Por outro lado, dos autos da causa 4.227 “Macri, Mauricio, s/ Privação Ilegal da Liberdade”, se infere que, no dia 21 de novembro de 1991, se realizou uma busca e apreensão no domicílio da vítima onde se apreendeu dinheiro e documentação. Não obstante isso, a ata de busca e apreensão não registrou a apreensão de documentos relativos às atividades comerciais da vítima.140 No entanto, cabe ressaltar que consta dos mesmos autos que, em 7 de novembro de 1991, o Juízo Nacional de Instrução nº 25 solicitou ao Chefe do Departamento de Fraudes e Golpes que fossem tomadas medidas e conduzidos trabalhos de inteligência relacionados a Juan Carlos Bayarri, para o que foi ele identificado como um “suboficial da Polícia Federal […,] robusto, de 1,78 m de estatura, calvo, com barba, que exploraria uma agência de automóveis em San Martín e Cerrito [em Bernal]”.141 137 Cf. declaração prestada mediante affidavit (expediente de mérito, tomo V, folhas 927 a 929). 138 Cf. declaração prestada mediante affidavit (expediente de mérito, tomo V, folha 915). 139 Cf. declaração prestada mediante affidavit (expediente de mérito, tomo V, folha 920). Cf. pedido de busca e apreensão do Chefe do Departamento de Fraudes e Golpes, Comissário Vicente Luis Palo, ao Juiz Nacional de Primeira Instância Criminal de Instrução em 21 de novembro de 1991 (prova para melhor resolver apresentada pelo Estado, exp7176corpo2_92, página 262); ordem de busca e apreensão expedida pelo Juiz Dr. Oscar Alberto Hergott e dirigida ao Titular da Brigada de Investigações de Quilmes em 21 de novembro de 1991 (prova para melhor resolver apresentada pelo Estado, exp7176corpo2_92, páginas 361 a 362); e, ata de busca e apreensão elaborada pelo Oficial Principal Fernando Canales e outros em 21 de novembro de 1991 (prova para melhor resolver apresentada pelo Estado, exp7176corpo2_92, páginas 363 a 367). 140 141 Cf. prova para melhor resolver apresentada pelo Estado, (exp7176corpo2_92, página 31).

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