6
Estadual, assim como também foi convidada a participar a Comissão Justiça e
Paz e lhe foi permitido expressar sua opinião. Na reunião foram discutidas as
propostas de alterações ao projeto de reforma da penitenciária; e
e)
quanto às investigações, o Ministério Público constatou mediante laudos
periciais que em 10 de maio de 2004 os presos da penitenciária foram
torturados, pelo que a investigação continua. Com respeito aos fatos ocorridos
em janeiro de 2002, o tribunal interno ainda não recebeu a denúncia devido às
férias judiciais.
9.
A comunicação de 23 de agosto de 2004, mediante a qual a Comissão
Interamericana remeteu suas observações ao relatório estatal de 23 de julho de 2004
(supra Visto 7). A Comissão assinalou que:
a)
quanto às medidas de proteção, reitera que em 14 de julho de 2004 foi
morto um preso “em um incidente não esclarecido até o momento[,] no qual
participaram membros da Polícia Militar”. Esse acontecimento evidência que o
Estado está descumprindo sua obrigação de prevenir os ataques contra a vida e
a integridade pessoal dos presos e que não adotou as medidas de segurança
necessárias para evitar homicídios na penitenciária. Reitera o expressado com
anterioridade, no sentido de que a obrigação de proteger a vida e a integridade
dos presos da Penitenciária Urso Branco não pode ser implementada de forma
progressiva, e sim através de ações imediatas, “em vista da recorrência de atos
de violência e o agravamento gradual da situação”. Respeito às ações concretas
que deveriam ser adotadas, reiterou o que foi expresso na audiência pública
celebrada em 28 de junho de 2005;
b)
o relatório estatal “não dá conta de algunha ação específica empreendida
a nível interno” com o propósito de adeqüar as condições da penitenciária às
normas internacionais de proteção. As instalações da penitenciária “continuam
desrespeitando as condições mínimas de segurança, de espaço e sanitárias
exigíveis de acordo com os padrões internacionais sobre à matéria”;
c)
o Estado “tem cumprido parcialmente com o envio das listas atualizadas
dos internos[, … mas] não proporcionou à Corte uma lista dos novos ingressos à
‘Penitenciária Urso Branco’, de acordo com o solicitado pela Corte no ponto
resolutivo 1(c)(2) da Resolução emitida em 7 de julho de 2004, […] informação
[que] resulta essencial para determinar se tem-se empreendido ações com o
propósito de superar o problema de superlotação que caracteriza o mencionado
estabelecimento”;
d)
expressa sua preocupação pela falta de informação sobre o progresso
das investigações dos acontecimentos que motivaram a adoção e ratificação das
medidas. Em seu relatório de 23 de julho de 2004 Brasil “tem-se limitado a
repetir o manifestado durante a audiência celebrada na sede da Honorável
Corte o passado 28 de junho de 2004, sem indicar se no momento o Poder
Judiciário do Estado de Rondônia tem atuado de algum modo frente à denúncia
supostamente formulada pelo Ministério Público dois anos depois da ocorrência
do primeiro motim”; e
Seleccionar párrafo de destino3
Conectar a un párrafo
Connect to an entity
Disable highlights
Añadir a la tabla de contenidos