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Solicitou à Corte justiça, e que seja concedida uma indenização à mãe e ao pai de seu
irmão, e que seja oferecido atendimento de saúde gratuito a todos os membros da família.
Depoimentos propostos pela Comissão Interamericana e pelas representantes
g) Fedor Muñoz Sánchez, irmão de Hugo Muñoz Sánchez
Seu irmão trabalhava na Universidade de La Cantuta como docente e vivia na residência dos
professores com a esposa Antonia Pérez e os filhos Liliana, de quatro anos, e Hugo, de dois
anos. Dois dias antes de ser sequestrado, o irmão lhe contou que havia fortes rumores de
que haveria uma intervenção em La Cantuta. Soube do desaparecimento do irmão pela
esposa dele. O irmão pensava em deixar de trabalhar com 25 anos de serviço, dos quais já
haviam passado 20.
Desde o acontecimento dos fatos até o aparecimento das fossas, empenhou-se em
encontrar o irmão. As autoridades negavam que tivessem realizado alguma intervenção em
La Cantuta ou respondiam que não sabiam de nada. Posteriormente, houve rumores de que
estava detido em Puno ou em outros lugares. O congressista Henry Pease denunciou as
fossas. Nesse momento sentiu “uma nostalgia imensa, já que tinha a esperança de
encontrá-lo com vida”.
Com o desaparecimento de seu irmão, ele e a família sentiram impotência e indignação;
sentia a “alma dilacerada”. Sua cunhada escondeu dos sobrinhos a verdade sobre o
ocorrido. Quando se promulgou a lei para que os membros do “grupo Colina” fossem
julgados no foro militar, sentiu indignação e impotência, já que o mencionado foro
determinou em 72 horas que eles haviam agido por conta própria, e que o Estado não tinha
responsabilidade alguma sobre os fatos. Sentiu a mesma cólera e indignação quando a lei
de anistia foi aprovada.
Alberto Fujimori fez todo o possível para que os responsáveis intelectuais não fossem
conhecidos. A partir da mudança de governo, “os do grupo Colina e Montesinos estão sendo
julgados na Base Militar”. Entretanto, 14 anos depois dos fatos não se alcançou justiça
plena, já que esta somente será alcançada quando os autores materiais e intelectuais forem
“julgados e condenados pelos crimes de lesa-humanidade que cometeram”.
Deseja saber onde se encontram os restos mortais do irmão, e que se proceda a uma
investigação profunda dos autores intelectuais, uma vez que “os restos mortais d[o] irmão
não foram encontrados, salvo um osso úmero que foi enviado a Londres para estudo de
DNA, e que nunca regressou, nem os resultados nem o pedaço de osso. Ele não foi
identificado [. ] Na sepultura d[o] irmão está seu nome, sua memória, mas não seus restos
mortais”.
Também gostaria que o ato de desagravo pelos fatos fosse realizado pela Defensoria
Pública, e que, por ser o caso La Cantuta um caso emblemático, fosse construído um
obelisco em memória de seu irmão e dos estudantes.
h) Víctor Cubas Villanueva, titular da Décima Oitava Promotoria Provincial no
momento dos fatos
Foi o promotor que, em 8 de julho de 1993, tomou conhecimento da investigação relativa à
existência de fossas clandestinas. Dirigiu-se ao local das fossas acompanhado de médicos
legistas. Executou a diligência na presença do público. Uma das fossas do primeiro enterro,
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