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foi requerido pela Corte mediante a anterior Resolução.
relatório o Estado assinalou que:
Em síntese, em dito
a)
quanto à situação de rebelião que se apresentou em abril de 2004, a
normalidade no presídio foi alterada no dia 16 de abril de 2004 quando dois
detentos foram “assassinados por rivais” e que, posteriormente, durante a
visita dominical do dia 18 de abril de 2004 teve início a rebelião e os
familiares “recusaram-se a deixar o presídio”. As vítimas foram identificadas
como Jailson Quintino de Lima e Israel Márcio Soares, os quais cumpriam
pena em celas separadas. Com respeito às medidas adotadas em relação a
dita rebelião, o Estado informou que no momento da notificação da Resolução
emitida pela Corte em 22 de abril de 2004, já havia tomado todas as medidas
necessárias para dar fim à mesma. Durante a rebelião aproximadamente 160
presos ameaçados de morte foram retirados da área do “seguro” e levados
para uma área administrativa fora do alcance dos reclusos rebelados, com o
intuito de proteger suas vidas e integridade física. Todas as mortes ocorridas
no presídio durante a rebelião foram causadas por golpes de “rivais” com
“armas artesanais”.
Em 22 de abril de 2004 terminou a rebelião e
aproximadamente às 16:00 horas se elaborou uma ata de negociação
assinada pelo “novo gabinete” e uma comissão formada por 5 presos e 3
visitantes (o Estado aportou como anexo cópia desta ata). Ás 20:00 horas do
22 de abril de 2004 ocorreu a saída de todos os visitantes. De conformidade
com o acordado na ata de negociação, essa mesma noite foram transferidos
30 reclusos da Penitenciária Urso Branco para o 8º Distrito Policial de Porto
Velho. No dia seguinte o Diretor do Departamento Penitenciário Nacional
(DEPEN) foi à penitenciária para acompanhar a verificação dos danos
causados e a revista da polícia militar. Assim mesmo, o Estado aportou uma
lista, elaborada pela Superintêndencia de Assuntos Penitenciários do Estado
de Rondônia, dos presos que morreram em razão da referida rebelião5;
b)
recohece a gravidade da situação na qual se encontra a Penitenciária
Urso Branco e vem tomando todas as medidas para a salvaguarda dos
direitos dos detentos;
c)
em relação às outras medidas tomadas, foi assinado um convênio
entre a União Federal e o Estado de Rondônia para oferecer um mutirão de
execução penal dos presos com o propósito de reduzir a superpopulação
prisional. Este mutirão se iniciou em 11 de fevereiro de 2004 e se extenderia
até junho de 2004. Ademais, foram nomeados defensores públicos para
atuarem no acompanhamento da execução penal dos presos na capital de
Porto Velho, com o fim de providenciar prontamente aos presos os benefícios
aos quais tem direito, e está sendo realizando um novo banco de dados
nacional, com o propósito de determinar o perfil da população carcerária e de
atualizar o sistema progressivo de execução penal;
d)
quanto à lista atualizada dos presos, apresentou como anexo uma lista
dos presos que se encontravam na Penitenciária Urso Branco até o dia 28 de
abril de 2004. Esta lista foi elaborada pela Superintendência de Assuntos
Penitenciários do Estado de Rondônia, e nela se indica que há um total de 864
presos, dos quais 335 são condenados e 529 são provisórios. No entanto, o
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Na lista é indicado o nome de 14 presos que moreram, a cela onde se encontravam 12 deles e a
data em que moreram 9 deles.