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v)
a Defensoria Pública trabalha somente durante o período da manhã e
tem apenas dois estagiários;
vi) um relatório de maio de 2009 da Procuradoria da República em
Rondônia sobre a situação de Urso Branco assinalou, entre outros aspectos,
que: a) o problema estrutural do sistema penitenciário permanece sem
solução; b) as ações do governo estadual adotadas após o pedido de
intervenção federal não apresentaram efeitos práticos até aquela data; c) a
redução da população carcerária em Urso Branco está transferindo o
problema de excesso de capacidade de detentos para outras penitenciárias
em Rondônia; e d) continuam os problemas crônicos, tais como prática de
tortura, a inadequação das celas de segurança, a ineficiência administrativa
para executar os convênios celebrados com o governo federal e as
dificuldades na apuração dos crimes cometidos no interior da Penitenciária; e
vii) um relatório de 19 de julho de 2008 da Vara de Execuções Penais
competente (doravante “Vara”) afirmou que entre os principais problemas em
Urso Branco estão: a) a superlotação; b) a estrutura física inadequada, o que
dificulta o controle pelos agentes e facilita motins e rebeliões; c) o número
insuficiente de pessoal penitenciário, e d) o clima de violência na
Penitenciária. O relatório da Vara também observou que em 2008 persistiram
as notícias de agressões físicas às pessoas privadas de liberdade, praticadas
supostamente por outros presos ou por agentes penitenciários, o que agrava
ainda mais o clima de instabilidade prisional. Em dezembro de 2008, a Vara
ordenou a interdição parcial de Urso Branco e proibiu o ingresso de novos
presos, já que na Penitenciária, cuja capacidade é de somente 456 internos,
encontravam-se detidas 1.241 pessoas. Essa decisão também concedeu ao
Estado o prazo de 11 meses para adequar Urso Branco à sua capacidade.
6.
Que acerca dos relatórios do Estado e das observações dos representantes, a
Comissão assinalou que:
i)
todos os estabelecimentos penitenciários de Rondônia sofrem de
diversos níveis de superlotação e, em particular, apesar dos esforços para
diminuir a população carcerária de Urso Branco, esta continua tendo um alto
grau de superlotação, haja vista existir na Penitenciária o dobro de pessoas
que sua capacidade máxima permite.
ii)
de acordo com a informação apresentada, a proporção entre internos e
agentes de segurança segue insuficiente;
iii) apesar da futura construção de uma penitenciária no município de
Ariquemes, mesmo que as 360 novas vagas fossem ocupadas por pessoas
atualmente detidas em Urso Branco, esse último estabelecimento ainda
funcionaria com superpopulação;
iv) as alegações das partes sobre os serviços médicos não são suficientes e
parecem ser contraditórias. Nesse sentido, precisa de mais informação do