-14É economista e foi fundador e diretor executivo da Fundação TERRAM de 1997 a 2003. Os objetivos fundamentais dessa organização eram “participar ativamente no debate público e na produção de informação sólida e científica para apoiar a luta social e civil da população chilena em relação ao desenvolvimento sustentável”. Em 1983 foi funcionário do Banco Central e foi designado assessor do Comitê de Investimentos Estrangeiros e da Unidade de Contas Ambientais. Quanto ao pedido de informação feito ao Comitê de Investimentos Estrangeiros, em relação ao projeto do Rio Condor e à empresa Trillium, sua intenção era ter uma “participa[ção] ativa […] no debate e na discussão sobre o projeto Rio Condor, […]sob uma perspectiva econômica para fazer uma avaliação técnico-econômica e social do projeto, bem como [para avaliar] o potencial […] desenvolvimento que te[ria] a região [e] o país [em relação] a [este] projeto”. Esse projeto era de “grande impacto ambiental” e gerou discussão pública. Para embasar essa participação, “requer[i]a[m] um conjunto de informações [por parte do Comitê de Investimentos Estrangeiros], porque a que existia no âmbito público e nos organismos públicos vinculados ao meio ambiente não era suficiente”. Fizeram um pedido formal por escrito requerendo, entre outras coisas, informação sobre a idoneidade do investidor, sua trajetória no âmbito internacional e seu cumprimento de regras ambientais, jurídicas e tributárias. “Como resultado [desse] pedido, receb[eram] uma comunicação do então Vice-Presidente Executivo do Comitê […], que [os] convidou, [ele e Arturo Longton], a uma reunião”, na qual lhes entregou “uma folha contendo o nome do investidor, sua razão social [e] o capital que havia solicitado ingressar ao país”. Depois da reunião recebeu “um fax na tarde daquele mesmo dia, […] informando[-lhe] que, efetivamente, […] faltava a informação sobre os capitais associados que tampouco foram entregues naquele fax”. Afirmou ter obtido a informação de forma parcial e não ter recebido resposta verbal ou escrita sobre a informação faltante, nem sobre as razões pelas quais não lhe deram ou não lhe iam dar a informação, mesmo depois de ter insistido em duas oportunidades. Posteriormente, depois de passar um “prazo razoável” e sem conhecer os motivos da negativa de informação, recorreram aos tribunais de justiça, interpondo um recurso de proteção, o qual foi denegado “por não ser pertinente”; um recurso de reposição do recurso de proteção, o qual também foi denegado; e uma queixa perante a Corte Suprema, que também foi denegada. “O projeto florestal [em questão] não foi executado, porque depois de aproximadamente cinco anos de tramitação, de debate público e de obstaculização […] por parte da população, […] não foi realizado por problemas financeiros”. Referiu-se a uma informação solicitada à Comissão Nacional Florestal no ano de 2000, vinculada a uma investigação realizada por esta instituição. A informação não lhes foi entregue e recorreram aos tribunais, ganhando desta vez a ação de acesso à informação. A partir de sua experiência vinculada a temas ambientais, considera que “é extremamente difícil ter acesso [à] informação” e por essa razão pede que “essa informação [que lhe foi denegada] seja pública […,] e que o Estado do Chile elimine a prática do segredo, que é uma prática que impede o desempenho da população e o exercício da liberdade de expressão”. b) Proposto pelo Estado 2. Eduardo Moyano Berríos, Vice-Presidente Executivo do Comitê de Investimentos Estrangeiros de 1994 a 2000

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