73. De acordo com as versões prestadas durante a investigação, aproximadamente às 8 horas 30 minutos, no Setor Valle Lindo, a viatura policial foi colidida na parte traseira por um veículo de marca Chevrolet, modelo Malibu, cor cinza. Diante da situação, os agentes policiais pararam para verificar o acontecido. Naquele momento, quatros sujeitos encapuzados, portando armas de fogo, saíram do veículo cinza, desarmaram os agentes policiais e começaram a disparar contra o veículo, causando a morte de Eduardo Landaeta. O agente CARA fugiu do local em direção à urbanização de Valle Lindo; o agente FABP foi ferido na perna em consequência de um disparo de arma de fogo; e o agente CARM ficou deitado na calçada91. 74. Após receber informação do ocorrido, organizou-se uma operação para localizar o veículo cinza; no entanto, a operação não foi bem sucedida92. E. Investigação da morte de Igmar Alexander Landaeta Mejías 75. Às 16 horas de 17 de novembro de 1996, o CTPJ Seccional de Mariño (doravante “Seccional de Mariño”), recebeu um telefonema da parte do funcionário em serviço da polícia local, através da qual informaram que uma comissão policial teve um confronto com um cidadão conhecido como Landaeta, na rua Las Flores do bairro Samán de Güere, o qual foi ferido e levado ao Centro Ambulatorial Tipo III de Turmero93. Em virtude disso, quatro agentes policiais foram ao local dos fatos para entrevistar as pessoas que estavam na região94. 76. Além disso, dois agentes investigativos deslocaram-se ao Centro Ambulatorial onde verificaram a versão do médico Velmar Quintero (par. 64 supra). Os agentes investigativos dirigiram-se ao necrotério onde realizaram a inspeção visual do cadáver de Igmar Landaeta, o qual foi posteriormente transferido para o Instituto de Medicina Legal do Corpo Técnico da Polícia Judiciária da Região de Aragua, de modo que fosse realizada a respectiva autópsia95. 77. Às 19 horas do mesmo dia, uma Comissão da Seccional de Mariño realizou uma inspeção visual no local dos fatos, onde tiraram fotografias de caráter geral e detalhadas, e recolheram uma amostra de gaze com uma substancia de cor marrom avermelhado96. 91 Cf. Transcrição de acontecimentos de 31 de dezembro de 1996 (anexos a contestação, fl. 7.105); Relatório da Estação Central de 6 de janeiro de 1997 (anexos a contestação, fl. 7.314); Ata Policial de 31 de dezembro de 1996 (anexos a contestação, fls. 7.109 e 7.110); Declarações de CARA de 31 de dezembro de 1996 e 13 de agosto de 1997 (anexos a contestação, fls. 7.149, 7.150 e 7.126); Declarações de CARM de 31 de dezembro de 1996, 8 de julho de 1997 e 29 de setembro de 1998 (anexos a contestação, fls. 7.151 e 7.152, 7.200 e 7.305); Declarações de FABP de 6 de janeiro de 1997, 22 de julho de 1998 e 28 de setembro de 1998 (anexos a contestação, fl. 7.172, 7.232, 7.233 e 7.303); Declarações de Yuribet Del Valle Rujano Castro de 19 de agosto de 1997, 20 de abril de 1999, e 16 de janeiro de 2004 (anexos a contestação, 7.218, 7.336 e 8.061 – 8065); e Declaração de Virginia Hernández de Duarte de 20 de abril de 1999 (anexos a contestação, folha 7.338). 92 Cf. Entrevista de Yasmira Thais Díaz Guerra de 30 de março de 2004 (anexos a contestação, fl. 7.507). 93 Cf. Transcrição de acontecimentos de 17 de novembro de 1996 (anexos a contestação, fl. 9.100). 94 Cf. Declaração do agente Mohamed Roger de 17 de novembro de 1996 (anexos a contestação, fl. 9.109). 95 Transcrição de acontecimentos de 17 de novembro de 1996 (anexos a contestação, fl. 9.100); Declaração do agente Mohamed Roger de 17 de novembro de 1996 (anexos a contestação, fl. 9.109); e Declaração do agente Idelgar Farrera de 17 de novembro de 1996 (anexos a contestação, fls. 9.111 e 9.112). 96 Cf. Declaração do agente Mohamed Roger de 17 de novembro de 1996 (anexos a contestação, fl. 9.109); e inspeção visual de 16 de novembro de 1996 (anexos a contestação, fls. 9.121 e 9.122).

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