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Além de coordenar o ensino dos internos, desde 1995 também coordenou oficinas de
capacitação para os voluntários e funcionários do Instituto. A partir de 1998, alguns internos
participaram destas oficinas. Conhece muitos ex-internos que conseguiram se reintegrar à
sociedade e que, na atualidade, realizam diferentes tipos de atividades.
Um avanço fundamental no Instituto foi que cada interno tinha a possibilidade de avançar
em seus estudos e se capacitar. Além disso, havia mais capacitação para os funcionários e
voluntários do Instituto para que compreendessem melhor a complexidade do processo de
reabilitação dos internos.
Portanto, de 1993 até 2000, houve uma mudança notável na parte educativa, no
comportamento dos internos e no tratamento que eles receberam. Entretanto, o problema
principal era o rechaço total por parte da sociedade.
Continua trabalhando com adolescentes infratores em Itauguá. Além disso, presta
assistência às famílias dos internos e ex-internos no escritório da pastoral de adolescentes
infratores no Seminário Metropolitano de Assunção.
g) Testemunho de Inés Ramona Bogarín Peralta, funcionária do Ministério da
Justiça e Trabalho
A senhora Inés Ramona Bogarín Peralta, funcionária do Estado, prestou seu testemunho em
relação ao funcionamento do Centro Educativo La Esperanza.
h) Testemunho de Mirtha Isabel Herreras Fleitas, psicóloga e funcionária do
Ministério da Justiça e Trabalho
O Instituto servia como uma escola de aprendizagem para abandonar totalmente sua “opção
de conduta” ou adaptá-la para sobreviver. Entretanto, o pessoal especializado não era
suficiente. A instituição não tinha os meios necessários para cumprir suas tarefas.
Os traços gerais das personalidades destes jovens internos eram os seguintes: conflitos
familiares em todas suas dimensões, contato com entorpecentes desde muito cedo (8 anos
em diante), desenraizamento familiar, antecedentes familiares de conflito com a lei,
agressividade intra e extra punitiva, angústia, depressão, tentativa de suicídio, psicoses e
experiências delitivas prévias a sua detenção.
Não existia uma política deliberada de violência no tratamento dos jovens. Diante das
situações de violência, as autoridades escutavam e tomavam uma atitude de prevenção de
tais situações. De fato, em várias oportunidades presenciou reprimendas da Direção ao
pessoal em relação aos maus-tratos e atos violentos com os internos. Entretanto, existia
uma debilidade organizacional da instituição.
Referiu-se aos avanços que representou o funcionamento do CEI Itauguá.
i) Testemunho de Edgar Eduardo Giménez Gamarra, ex-diretor do Serviço de
Atendimento aos Adolescentes Infratores (SENAAI)
Referiu-se aos avanços que implicou o funcionamento do CEI Itauguá.
Foi positiva a transferência dos internos do Instituto “Panchito López” aos centros