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de instituições de controle e defesa dos direitos humanos. Entretanto, as condições de vida
não mudaram muito, já que a falta de infraestrutura era evidente; o local era muito menor e
menos espaçoso que o anterior.
Recebeu denúncias de maus-tratos e tortura de adolescentes quando o Instituto funcionava
tanto em Emboscada como em Assunção. Diante das denúncias “não formais” que recebeu
contatou as autoridades nacionais, em especial a Promotoria Geral do Estado. Entretanto, as
respostas obtidas nos diferentes casos foram “sempre insatisfatórias, já que a partir das
mesmas não se buscou os responsáveis nem sequer foram tomadas medidas preventivas
para o futuro”.
o) Testemunhos de Carlos Alberto Torres Alújas, Ciriaco Rubén Valdéz Cáceres e
Christian Raphael Rojas Salinas, Bombeiros
Estas testemunhas, membros do Corpo de Bombeiros no Paraguai, apresentaram uma
explicação sobre a atuação dos bombeiros nos incêndios ocorridos no Instituto.
p) Testemunho de Miguel Ángel Insaurralde Coeffier, Diretor do Centro Nacional do
Queimado
Era diretor do Centro Nacional do Queimado quando ocorreu o incêndio do Instituto em 11
de fevereiro de 2000. Nessa oportunidade, foram recebidas aproximadamente 30 pessoas.
Todos os pacientes que ingressaram apresentaram um grau importante de dificuldade
respiratória e as lesões cutâneas variavam entre 15% e 30% da superfície corporal. O
procedimento em geral, até que os pacientes foram posicionados em suas respectivas
camas, com a assistência profissional e os equipamentos adequados, demorou menos de
três horas.
O Centro Nacional do Queimado havia sido inaugurado no mesmo mês e ano do incêndio,
mas tinha uma infraestrutura adequada e contava com uma equipe bem treinada. Houve
internos que ficaram no hospital entre 15 dias e quatro meses. Todos esses pacientes
tiveram uma assistência integral, já que tiveram apoio farmacológico e alguns chegaram a
passar por cirurgia de reconstrução.
A pessoa queimada é considerada paciente por muitos anos, em razão das sequelas de
cicatrizes cutâneas e respiratórias que pode ter. Entretanto, o tratamento não se cumpriu
pois os internos não compareciam com adequada assiduidade ao hospital. Não podiam saber
o motivo já que estes pacientes se encontravam “em uma situação especial”; portanto, não
podiam saber se estavam livres ou detidos.
q) Testemunho de Carolina Isabel Laspina de Vera, ex-Vice-Diretora do Centro
Educativo Itauguá
Foi vice-diretora do Centro Educativo Itauguá e diretora do Centro La Salle e trabalhou
anteriormente no Instituto.
Conheceu internos que estiveram no Instituto e depois em Itauguá e La Salle; alguns
obtiveram sua liberdade e atualmente estão trabalhando e estudando. Os jovens que
estavam no Instituto, quando sabiam que seriam transferidos a Itauguá, tinham uma
mudança de atitude, pois “era uma esperança para eles”.
As transferências foram realizadas de maneira progressiva e gradual por motivos de