vii. O “chaveiro” do pavilhão G foi assassinado a tiros por outro interno em 3 de maio de 2016, durante uma partida de futebol no PJALLB; viii. Um interno foi ferido por uma bala perdida em 3 de maio de 2016; ix. Em 29 de maio de 2016, ocorreu uma explosão no PAMFA. Nessa ocasião, um agente penitenciário foi ferido por um disparo de arma de fogo; x. Em 1º de julho de 2016, houve uma rebelião no PJALLB, em razão da transferência de um interno a outro pavilhão. Nessa ocasião, faleceram dois internos: Wellinton Gomes Guedes e Wendell Pereira dos Santos, e quatro outros ficaram feridos; xi. Em 12 de julho de 2016, um interno foi assassinado por outros internos no PAMFA; xii. Em 1º de agosto de 2016, um interno foi agredido no tórax por outro interno, e afirmou que já havia sofrido outro atentado na penitenciária; xiii. Em 22 de agosto de 2016, o interno Itamar José da Silva foi assassinado por outro interno. Na mesma ocasião, um terceiro interno recebeu um disparo de arma de fogo no braço, mas sobreviveu; xiv. Em 31 de agosto de 2016, dois internos brigaram com facas no PJALLB; xv. Em 5 de setembro de 2016, durante um conflito, dois internos foram feridos por disparos de arma de fogo; xvi. Em 28 de setembro de 2016, um preso foi assassinado no PAMFA, aparentemente por outro interno durante um conflito; xvii. Em 3 de outubro de 2016, um interno foi ferido por um disparo de arma de fogo e morreu no hospital, xviii. Em 11 de outubro de 2016, um interno foi assassinado por disparos de arma de fogo. 32. A Comissão reiterou sua preocupação sobre brigas e conflitos entre internos e tomou nota do registro de internos que teriam sido agredidos por outros internos e/ou por agentes penitenciários. Além disso, considerou que esses fatos refletem a continuidade da situação de extrema gravidade na qual se encontram os presos do Complexo de Curado, assim como da falta de eficácia das medidas adotadas pelo Estado. Nesse sentido, a Comissão afirmou que as medidas adotadas até hoje continuam sendo insuficientes para superar os problemas estruturais de violência já descritos. 33. Finalmente, a Comissão considerou importante que o Estado apresente informação detalhada sobre a estratégia adotada para evitar a ocorrência de novos fatos violentos dentro do centro penitenciário. 34. Em relação à atuação dos “chaveiros”, o MNPCT afirmou que a estrutura organizativa dos internos em torno de “chaveiros”, legitimada pelo Estado, produz situações de tortura e morte. 35. A Corte reitera que: 14

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