130. Gloria Anzola de Lanao tinha 33 anos em 1985, era advogada e casada com Francisco José Lanao Ayarza, com quem teve um filho. Seu escritório estava localizado próximo ao Palácio da Justiça e, como sua tia era magistrada do Conselho de Estado, costumava estacionar seu carro no Palácio da Justiça. Em 6 de novembro de 1985, às 10:50 da manhã, deixou seu filho na creche no centro de Bogotá e estacionou seu carro no Palácio da Justiça, onde estava no momento em que começou a tomada pelo grupo M-19. Seu carro foi encontrado “estacionado no lugar que [habitualmente deixava, no primeiro subsolo do Palácio da Justiça,] e não sofreu nenhum dano”. Esse dia, a senhora Anzola de Lanao tinha um encontro na hora do almoço, ao qual não compareceu. 131. Após os acontecimentos, seus familiares foram ao Palácio da Justiça e fizeram buscas nos escombros e entre os cadáveres que se encontravam ali e no Instituto de Medicina Legal, sem obter resultados. Ademais, a procuraram na XIII Brigada e na Escola de Cavalaria, onde tampouco obtiveram informações sobre seu paradeiro. C.2.j. Ana Rosa Castiblanco Torres151 132. Ana Rosa Castiblanco Torres tinha 31 anos em 1985 e trabalhava como auxiliar de chefe de cozinha da cafeteria do Palácio da Justiça. No momento em que ocorreram os fatos, estava grávida de sete meses. Em 6 de novembro de 1985, a senhora Castiblanco Torres saiu de casa às cinco da manhã para ir trabalhar. 133. Após os acontecimentos, seus familiares foram ao Instituto de Medicina Legal, aos hospitais e delegacias de polícia, mas não obtiveram informações sobre seu destino. Ademais, a procuraram na XIII Brigada e em um presídio feminino, mas foram informados que ali não havia nenhum detido do Palácio da Justiça. Em novembro de 2001, o corpo da senhora Castiblanco Torres foi identificado entre os restos mortais que foram exumados da cova comum do Cemitério do Sul e, após comprovação genética, foi entregue a seus familiares (par. 318 infra). C.2.k. Carlos Horacio Urán Rojas 134. Carlos Horacio Urán Rojas tinha 43 anos em 1985 e era casado com Ana María Bidegain, com quem teve quatro filhas. Trabalhava como Juiz Auxiliar do Conselho de Estado e estava realizando um doutorado na Universidade de Paris152. Em 6 de novembro de 1985, Carlos Horacio Urán Rojas encontrava-se no Palácio da Justiça. Sua esposa falou com ele por telefone, 151 As provas relativas à referida vítima são: Declaração de Ana Lucía Castiblanco Torres, de 14 de abril de 1986, perante 27° Juizado de Instrução Criminal Ambulante de Bogotá (expediente de prova, fls. 28.435 e 28.436); Declaração de María del Carmen Castiblanco, de 10 de abril de 1986, perante o 27° Juizado de Instrução Criminal Ambulante de Bogotá (expediente de prova, fls. 28.527, 28.528 e 28.529); Declaração de Ana Lucía Castiblanco Torres, de janeiro de 1986, perante o 9° Juizado de Instrução Criminal Ambulante de Bogotá (expediente de prova, fl. 28.437); Cartão de impressão digital de Ana Rosa Castiblanco Torres (expediente de prova, fl. 28.013); Ampliação da declaração de María del Carmen Castiblanco, em 10 de fevereiro de 1988, perante o 30° Juizado de Instrução Criminal Ambulante de Bogotá (expediente de prova, fl. 28.531); e Atestado de entrega dos restos mortais de Ana Rosa Castiblanco Torres, de 2 de novembro 2001 (expediente de prova, fl. 1.202). 152 Cf. Declaração de Ana María Bidegain, de 16 de agosto de 2007, perante a Promotoria (expediente de prova, fl. 14.600); Declaração de Ana María Bidegain, prestada na audiência pública sobre o mérito realizada no presente caso; e Declaração de Julia Alba Navarrete, de 15 de outubro de 2010, perante o 6° Escritório da Unidade Nacional de Direitos Humanos e Direito Internacional Humanitário (expediente de prova, fl. 14.705).

Seleccionar párrafo de destino3

Conectar a un párrafo
Connect to an entity
Disable highlights
Añadir a la tabla de contenidos