23 prédio era um circuito de treinamento militar abandonado, onde ainda haviam montes de terra, “valas e obstáculos construídos com dormentes de madeira” e restos de uma pista de infantaria que estava abandonada. 75 O imóvel não contava com nenhum alambrado ou cerca perimetral que impedisse a entrada no mesmo, até o ponto de que “era utilizado por crianças para diversos jogos, lazer e prática de esportes”. 76 Uma vez dentro no prédio, o menor de idade tentou se pendurar em “uma viga transversal ou travessão” de uma das instalações, o que fez com que a peça, de aproximadamente 45 a 50 quilos, caísse sobre ele, batendo com força na cabeça e causando a perda instantânea de consciência. 77 73. Sebastián Furlan foi internado no serviço de Terapia Intensiva do Hospital Nacional Professor Alejandro Posadas (doravante denominado o "Hospital Nacional Posadas"), com o diagnóstico de “traumatismo encefalocraniano com perda de consciência [em estado de] coma grau II-III, com fratura de osso parietal direito”. 78 Nesta oportunidade, ingressou à sala de cirurgia para ser operado por “um hematoma extradural”. 79 Depois da operação, Sebastián Furlan continuou em coma grau II até 28 de dezembro de 1988 e em coma vigil até 18 de janeiro de 1989. 80 Enquanto esteve em terapia intensiva, foram realizadas “duas tomografias computadorizadas encefálicas que [mostravam] contusão cerebral e de tronco, [bem como] eletroencefalogramas e potenciais evocados de tronco e visuais que [indicavam] desaceleração/retardamento”. 81 74. Em 23 de janeiro de 1989, 82 Sebastián Furlan teve alta para sua atenção em consultório externo, 83 com dificuldades na fala e no uso de seus membros superiores e inferiores 84 e com um diagnóstico que incluiu “traumatismo craniano com perda de consciência, […] fratura temporoparietal direita, contusão cerebral e do tronco mesencefálico” 85. Com base neste diagnóstico, os médicos ordenaram continuar com um tratamento de reabilitação ambulatorial. 86 75. Antes do acidente, Sebastián Furlan era um estudante regular que cursava o primeiro ano do segundo grau na Escola de Educação Técnica nº 4 de Ciudadela. 87 Fora do 75 Cf. Sentença proferida pelo 9º Juízo Nacional Civil e Comercial de 7 de dezembro de 2000 (expediente de anexos ao relatório, tomo I, anexo 6, folha 519). 76 Cf. Sentença proferida pelo 9º Juízo Nacional Civil e Comercial, folha 519. 77 Cf. Sentença proferida pelo 9º Juízo Nacional Civil e Comercial, folhas 518 e 519. 78 Cf. Relatório pericial do Doutor Juan Carlos Brodsky de 15 de novembro de 1999 (expediente de anexos ao relatório, tomo I, anexo 6, folha 452). 79 Cf. Relatório pericial do Doutor Juan Carlos Brodsky, folha 452. 80 Cf. Relatório pericial do Doutor Luis Garzoni (expediente de anexos ao relatório, tomo I, anexo 6, folha 424). 81 Cf. Relatório pericial do Doutor Juan Carlos Brodsky, folha 452. 82 Cf. Relatório pericial do Doutor Juan Carlos Brodsky, folha 452. 83 Cf. Relatório pericial do Doutor Luis Garzoni, folha 425. 84 Cf. Sentença proferida pelo 9º Juízo Nacional Civil e Comercial, folha 517. 85 Cf. Relatório pericial do Doutor Luis Garzoni, folha 425. 86 Cf. Relatório apresentado pelo Hospital de Reabilitação “Manuel Rocca” de 20 de julho de 2011 (expediente de anexos ao escrito de argumentos e prova, tomo V, folha 2478). 87 Cf. Comunicação da Escola de Educação Técnica Secundária nº 4 Trés de Febrero, de 28 de junho de 2011 (expediente de anexos ao escrito de argumentos e prova, tomo V, folha 1986) e comunicação da Escola de Educação Técnica Secundária nº 4 Trés de Febrero, de 3 de março de 1998 (expediente de anexos ao escrito de argumentos e prova, tomo VI, folha 2619)

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