6 melhorar a situação na Unidade de Internação Socioeducativa. Em particular, este Tribunal destaca a adoção de um pacto interinstitucional que estabelece ações a desenvolver, instituições responsáveis e prazos, o qual se encontraria em pleno desenvolvimento, bem como a elaboração de um protocolo de procedimentos para o atendimento socioeducativo das crianças. Adicionalmente, o Tribunal ressalta a implementação de ações de capacitação encaminhadas a diversos funcionários, a diminuição substancial da população da UNIS bem como a melhora das instalações físicas. Finalmente, a Corte toma nota do convite realizado pelo Brasil (supra Considerando 7, m) para uma visita a este centro de internação. b) Situação de Risco na Unidade de Internação Socioeducativa 11. O Estado afirmou que entre 26 de abril de 2011 e 25 de agosto de 2011 não se verificaram incidentes “que subvertessem a ordem na UNIS”, com a exceção de um evento ocorrido em 6 de junho de 2011, que consistiu em uma tentativa frustrada de motim no módulo Despertar III. A tentativa de motim terminou sem feridos e a Comissão Colegiada seguiu o procedimento até a realização de um exame forense. Outrossim, o Estado apresentou informação sobre diversas ações realizadas com o objetivo de reduzir o risco de violência dentro da UNIS, comparando a situação atual e a de 2009 quando a Comissão Interamericana adotou medidas cautelares neste assunto. Afirmou que ainda “existem algumas situações deficitárias [em relação] com o pleno gozo dos direitos humanos, [mas] as autoridades locais foram capazes de prevenir e dar respostas às violações de direitos”. Ademais, indicou que a UNIS “se encontra sob controle do Estado” e solicitou o levantamento das medidas provisórias porque não se configura “a situação de gravidade e urgência que lev[ou] à necessidade de intervenção da Corte Interamericana”. 12. Igualmente, o Estado informou que a Defensoria Pública elabora relatórios mensais sobre a situação na UNIS. Em seu último relatório, a Defensoria destacou que haveria denúncias de maus tratos, mas que comparativamente aos relatórios anteriores, teria ocorrido um avanço. O Ministério Público também realizou relatórios. Nos meses de maio, junho e julho de 2011, a pesquisa aos internos da UNIS indicou que 83% dos adolescentes afirmaram que seu comportamento teria melhorado desde que entraram na UNIS, enquanto que 17% responderam negativamente. Quando foram perguntados pelo Ministério Público “se haveria guerra com outros internos da UNIS”, 57% dos internos afirmaram que não e 43% afirmaram que sim; quando foram perguntados se “sofreram violações de direitos, como torturas ou maus tratos por parte de funcionários”, 61% dos internos pesquisados afirmaram que não e 39% afirmaram que sim; quando foram perguntados se “sofreram violência na UNIS por parte de outros internos”, 73% dos adolescentes responderam que não e 27% responderam afirmativamente. 13. A respeito dos fatos de violência ocorridos na UNIS com posterioridade à adoção das medidas provisórias, os representantes informaram, entre outros aspectos, o seguinte: a) durante os últimos seis meses, foram reportados 84 casos de abusos contra adolescentes internados na UNIS, incluídas “torturas premeditadas, nas quais

Seleccionar párrafo de destino3