337. Adicionalmente, um amigo da família, o sacerdote Fernán González, escreveu uma carta para Ana María Bidegain destacando que havia uma testemunha presencial dos fatos, que afirma que “Carlos Horacio [Urán Rojas] não morreu acidentalmente no fogo cruzado, por equívoco, mas sim que foi assassinado premeditadamente pelo Exército, no pátio do Palácio da Justiça”. A Respeito, explicou que o senhor Urán Rojas “foi acusado de ser cúmplice do M19 na tomada e executado sumariamente” e “o Exército difundiu rumores de que Carlos estava disparando contra o Exército”516. Tal informação até agora não foi confirmada pelo padre González, nem pela mencionada testemunha presencial. 338. De outra parte, existem diversos reconhecimentos por imagens de vídeo da saída de Carlos Horacio Urán Rojas. Em primeiro lugar, segundo a declaração da senhora Bidegain, no próprio dia 7 de novembro, familiares e amigos de Carlos Horacio Urán Rojas o reconheceram, entre as pessoas saindo do Palácio da Justiça, em imagens transmitidas no Noticiero 24 horas, das 7h30517. Amigos da família conseguiram uma cópia do vídeo e a deram à senhora Bidegain518. Na manhã de 8 de novembro, Ana María Bidegain reuniu-se com um General e o mostrou uma cópia, mas este negou que ali se via Carlos Horacio Urán e ficou com o vídeo519. 339. Em segundo lugar, durante a investigação penal, o senhor Urán Rojas foi reconhecido em pelo menos quatro vídeos por sua esposa e Luz Helena Sánchez Gómez, uma amiga dele. Neste sentido, a senhora Bidegain o reconheceu em um vídeo do Noticias Uno, apresentado por ela, e outro obtido na Procuradoria Geral da Nação, onde foi registrada a mesma imagem. A respeito, destacou que na imagem, seu esposo se encontra “entre duas pessoas das Forças Armadas, sai mancando, com a perna levantada [...]. A perna que pisa no chão é a perna direita e a que está dobrada para trás é a perna esquerda. O terno é cinza escuro”. Com referência a tal imagem, a Promotoria observou que à direita da pessoa reconhecida como o senhor Urán Rojas tem uma pessoa com uniforme camuflado do Exército, com “um fuzil com a mira voltada para cima”, e o do lado esquerdo “veste um uniforme caqui do Exército”. Ademais, ao ver o vídeo obtido na residência do Comandante da Escola de Cavalaria, destacou que é “o que está pulando em um pé”520. Também o reconheceu em um vídeo da TVE, sem dar maiores detalhes521. Neste sentido, a senhora Bidegain o reconheceu em quatro vídeos, especificando em dois deles que “sai mancando”522, o que coincide com o assinalado por Julia Navarrete, que o teria visto, pessoalmente, na data do ocorrido (par.336 supra). 516 Cf. Carta de Fernán González a Ana María Bidegain, de 19 de novembro de 1985 (expediente de prova, fl. 24.183). Cf. Declaração de Germán Castro Caycedo, de 2 de abril de 2012, prestada perante 35° Ofício de Notas do Círculo de Bogotá (expediente de prova, fl. 14.683); Declaração de Ana María Bidegain, de 14 de novembro de 1985, prestada perante o 2° Juizado Especializado (expediente de prova, fl. 30.592); Declaração de Luz Helena Sánchez Gómez, de 16 de agosto de 2007, prestada perante a Promotoria (expediente de prova, fl. 30.599), e Declaração de Teresa Morales de Gómez, de 11 de maio de 2012, perante Ofício de Notas (expediente de prova, fl. 14.692). 518 Cf. Declaração de Teresa Morales de Gómez, de 11 de maio de 2012, perante o Ofício de Notas (expediente de prova, fl. 14.692). 519 Cf. Declaração de Ana María Bidegain prestada na audiência pública sobre o mérito realizada no presente caso; Declaração de Ana María Bidegain, de 22 de fevereiro de 2007, perante à Promotoria (expediente de prova, fl. 1.295), e Declaração de Teresa Morales de Gómez, de 11 de maio de 2012, perante Cartório (expediente de prova, fl. 14.692). 520 Declaração de Ana María Bidegain, de 16 de agosto de 2007, perante a Promotoria (expediente de prova, fls. 1.302 e 1.303). 521 Cf. Declaração de Ana María Bidegain, de 22 de fevereiro de 2007, perante a Promotoria (expediente de prova, fl. 1.298). 522 Tal informação foi declarada pela senhora Bidegain ao ver o vídeo do Noticias Uno e o vídeo obtido na residência do Comandante da Escola de Cavalaria. Cf. Declaração de Ana María Bidegain, de 16 de agosto de 2007, prestada perante a Promotoria (expediente de prova, fls. 1.302 e 1.303). 517

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