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c)
se estão construindo dois novos presídios em Rondônia, com o que se
diminuirá a superlotação da Penitenciária Urso Branco. O primeiro, localizado
na cidade de Guajará-Mirim, deverá ter suas obras concluídas em 40 dias, e
comportará 68 presos de alta piriculosidade. O segundo, que deverá ter suas
obras concluídas em 90 dias, comportará 120 presos, e será destinado
principalmente aos presos de “segurança”, que compõem o segmento mais
vulnerável da população penitenciária;
d)
se realizaram visitas periódicas à penitenciária por parte do Juiz de
Execução Penal, Promotor da Vara de Execuções Penais; do Conselho
Penitenciário Estadual; da Defensoria Pública, e da Ordem dos Advogados do
Brasil (OAB/RO), com o objetivo de retirar as armas fabricadas pelos presos,
ouvir os presos e a administração, impossibilitar abusos e detectar situações
de crises que possam causar novas mortes ou rebeliões. As visitas deverão
ser registradas em atas e enviadas ao Ministério de Justiça; e
e)
se convocou ao Conselho Penitenciário Estadual, integrado pelos
representantes do Governo e da sociedade civil, o qual decidiu promover um
“mutirão” de assistência jurídica aos presos, ação que será coordenada pela
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RO) com apoio de estudantes
universitários.
No tocante à investigação dos acontecimentos que motivaram a adoção destas
medidas provisórias, o Estado assinalou que:
a)
em 2 de janeiro de 2002 se iniciou um processo administrativo pelas
mortes ocorridas na Penitenciária Urso Branco nesse mesmo dia;
b)
se instaurou um inquérito policial para cada morte ocorrida na
Penitenciária Urso Branco. Em virtude de que as investigações prosseguiam
lentamente, o representante do Ministério Público no Conselho Penitenciário
Estadual requereu a designação de uma unidade policial civil para apurar a
investigação. O Governador do Estado encontra-se examinando tal pedido; e
c)
não há evidência de que agentes estatais tenham participado nas
mortes dos 38 presos ocorridas ao longo do presente ano. O que se revela é
que há uma determinação firme por parte de certos presos de matar seus
desafetos, como forma de protesto.
No tocante à lista completa de todas as pessoas que se encontram recluídas na
Penitenciária Urso Branco, o Estado manifestou que a Direção da Penitenciária
apresentou a lista atualizada no dia 29 de junho de 2002, na qual se indica que 860
pessoas se encontram cumprindo pena de reclusão em regime fechado. Agregou
que a lista é alterada diariamente, devido a que a Lei de Execuções Penais contempla
a progressão do regime para presos de bom comportamento, que podem avançar
até a liberdade condicional.
5.
As observações da Comissão ao primeiro relatório do Estado apresentadas em
26 de julho de 2002, segundo o requerido pela Corte no ponto resolutivo terceiro da
Resolução de 18 de junho de 2002. A Comissão anexou um escrito de observações
ao relatório do Estado elaborado pelos peticionários, o qual solicitou que fosse
considerado “parte integrante das Observações da Comissão”.
Neste último
documento se faz referência às medidas que o Estado informou ter adotado com o