18 dólares em troca de que a cada sexta-feira se reunissem juntos para discutir quais investigações se transmitiriam no domingo em Contrapunto e quais não. Em 7 de abril de 1997, no dia seguinte a que Contrapunto denunciou os casos das agentes de Inteligência do Exército Leonor La Rosa e Mariela Barreto, helicópteros do Exército peruano começaram a voar sobre a fábrica Produtos Paraíso do Peru a pouca distância do teto, o que se prolongou durante meses. Depois de denunciar isso, o Primeiro Ministro informou que estes helicópteros faziam voos de treinamento; entretanto, nunca antes haviam passado helicópteros sobre a fábrica. Existem documentos referentes à preocupação do Governo com a existência de equipes de investigação jornalística fora de seu controle. Assim, os documentos sobre os Planos Octavio II, IV, V e XIII se referiam a alguns canais de televisão. Neles figuravam jornalistas do programa Contrapunto e se indicava o senhor Ivcher como “personalidade altamente perigosa para a segurança nacional”. A partir de 23 de maio de 1997, começou a ser implementado o Plano Octavio, que causou desprestígio ao declarante, através de publicações em revistas que estavam quebradas e começaram a usar dinheiro do Estado. No jornal El Mañanero se informou que ele era israelense e não peruano. Em 13 de julho de 1997, no mesmo dia em que Contrapunto informou sobre 197 interceptações telefônicas a jornalistas, políticos e, especialmente, ao ex-candidado Presidencial Javier Pérez de Cuéllar, o Diário Oficial “El Peruano” publicou a resolução que lhe retirou a nacionalidade. Nunca foi notificado da mesma nem teve a oportunidade de contar com um advogado. Existem aproximadamente 20 ou 30 processos contra ele, e a soma dos possíveis anos de prisão que corresponderia a ele, sua esposa Neomy Even de Ivcher (doravante denominada “a senhora Ivcher” ou “a esposa do senhor Ivcher”) e sua filha Michal chega a mais de 110. Sua esposa ganhou um processo civil que lhe permitiu reunir os acionistas em 8 de novembro de 1998 e organizar o diretório da Compañía Latinoamericana de Radiodifusión S.A. (doravante denominada “a Companhia” ou “a Empresa”); entretanto, no dia seguinte foi denunciada penalmente por falsificação. Em nenhum dos processos que foram instaurados contra ela foi permitida a nomeação de advogado para sua defesa; pelo contrário, lhe designaram advogados de ofício (defensores públicos). Igualmente, houve uma perseguição contra a fábrica Produtos Paraíso do Peru, razão pela qual alguns de seus empregados, basicamente os gerentes, se encontram escondidos dentro do Peru ou asilados nos Estados Unidos. Também perseguiram a seus clientes para que o denunciassem, e contra um deles, que se negou a assinar a acusação, iniciaram um processo penal que eventualmente poderia resultar numa condenação de 10 ou 12 anos. Rosario Lam, Chefe de Importações da empresa Produtos Paraíso do Peru, foi detida durante 271 dias para que o acusasse. Contra Julio Sotelo, ex-Gerente Geral do Canal e seu único reporesentante legal no Peru, foram proferidas “duas sentenças [...] na mesma causa, [condenando-o] uma vez [a] quatro anos efetivos [e outra a] quatro anos com regime condicional”. Assim como a Rosario Lam, enquanto estiveram presos não os deixavam dormir à noite; era uma “guerra psicológica”. A Emilio Rodríguez Larraín, advogado de sua esposa e filha, tentaram acabar com ele através de intimidação e agora corre o risco de seis anos de prisão. Por último, em 11 de julho de 1997, o jornal Expresso publicou uma declaração do General do Exército Guido Guevara Guerra, Presidente do Conselho Supremo de Justiça Militar, na

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