[...e] não detidos e pediram mil desculpas”. Em 7 de novembro de 1985, foram liberados no centro de Bogotá, em um setor conhecido como San Victorino, de onde pegaram um taxi conduzido por Marlio Quintero Pastrana, que fazia parte da rede de inteligência do Batalhão Charry Solano164. 141. Em 8 de novembro, Yolanda Santodomingo Albericci e Eduardo Matson Ospino apresentaram-se nas instalações do Cantão Norte, para que fossem devolvidos seus documentos, mas não os receberam nesta oportunidade. Na semana seguinte, participaram de uma reunião nas instalações do Ministério da Defesa, coordenado pelo senhor Matson Ospino e seu pai por parte do Governo de Bolívar. Também compareceram dois generais, que pediram desculpas pelo tratamento recebido e devolveram seus documentos165. C.4. As demais supostas vítimas de detenção e tortura C.4.a. Orlando Quijano166 142. Orlando Quijano167 tinha 31 anos em 1985, é advogado e na época dos acontecimentos escrevia e editava uma revista sobre a jurisprudência das Altas Cortes, por isso visitava com frequência o Palácio da Justiça. Em 6 de novembro estava no Palácio da Justiça, especificamente, na Secretaria da Turma Penal. Sobreviveu à tomada e retomada do Palácio da Justiça, de onde saiu em 6 de novembro de 1985 e foi conduzido ao segundo andar da Casa del Florero, onde foi interrogado e, supostamente, objeto de maus-tratos por parte das forças de segurança. Depois, foi transferido ao Cantão Norte, onde foi revistado, interrogado e novamente sofreu maus- tratos, depois foi levado ao SIJIN, onde permaneceu até 8 de novembro, quando foi posto em liberdade. Os fatos relativos à referida vítima, por haverem controvérsias, serão examinados no capítulo X desta Sentença. C.4.b. José Vicente Rubiano Galvis 164 Cf. Declaração de Yolanda Santodomingo Albericci, de 1° de agosto de 2006, perante a Promotoria (expediente de prova, fls. 1.23 e 1.024); Declaração de Marlio Quintero Pastrana, citada na sentença do 51° Juizado Penal do Circuito de Bogotá, de 28 de abril de 2011 (expediente de prova, fl. 24.462); Declaração de Marlio Quintero Pastrana, de 17 de junho de 2008, perante a Promotoria (expediente de prova, fls. 14.574 e 14.575); e Declaração de Marlio Quintero Pastrana, de 6 de abril de 2010, perante o 2° Juiz Penal do Circuito de Neiva (expediente de prova, fls. 21.469 e 21.496). 165 Cf. Declaração de Eduardo Arturo Matson Ospino, de 10 de abril de 2006, perante a Promotoria (expediente de prova, fl. 1.216); e Declaração de Yolanda Santodomingo Albericci, de 7 de fevereiro de 1986, no 41° Juizado de Instrução Criminal de Bogotá (expediente de prova, fl. 14.973). 166 Cf. Declaração de Orlando Quijano, de 2 de junho de 2006, perante a Promotoria (expediente de prova, fls. 1.263 e 1.264); Certidão de nascimento de Orlando Quijano (expediente de prova, fl. 27.762); Declaração de Orlando Quijano, de 8 de janeiro de 1986, perante o 41° Juizado de Instrução Criminal Ambulante (expediente de prova, fls. 24.124 e 24.128); Depoimento espontâneo prestado por Orlando Quijano, em 15 de junho de 2012, perante o 3° Ofício de Notas de Bogotá (expediente de prova, fl. 14.994); Artigo de Orlando Quijano no El derecho del Derecho (O direito do Direito), de 1986 (expediente de prova, fl. 15.990); Declaração de Orlando Arrechea Ocoro, de 18 de julho de 2007, perante a Promotoria (expediente de prova, fl. 15.216); Declaração de Pedro León Acosta Palacio, funcionário da Casa del Florero, de 21 de fevereiro de 1986, no 30° Juizado de Instrução Criminal Ambulante (expediente de prova, fl. 15.266); Mandado de soltura, de 8 de novembro de 1985 (expediente de prova, fl. 20.171); Relatório da Comissão da Verdade (expediente de prova, fls. 180 a 182); e Sentença do Tribunal Superior de Bogotá, de 30 de janeiro de 2012 (expediente de prova, fl. 23.354). 167 Na época dos fatos, tinha uma companheira permanente, com quem teve um filho e atualmente vive com Luz Marina Cifuentes, com quem tem uma filha e um filho.

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