do Escritório de Tutela Legal da Arquidiocese indicam a participação de entre 1.000 a 2.000 efetivos na operação, tendo também identificado os nomes dos responsáveis pela mesma. 81 85. A operação teve início com bombardeios aéreos e de artilharia dirigidos ao povoado de El Mozote e ao cantão La Joya (pars. 89 e 99 infra). Além disso, segundo foi reconhecido pelo Estado, helicópteros da Força Aérea salvadorenha transportaram membros do BIRI Atlacatl até o povoado de Perquín, a partir de onde iniciaram o deslocamento terrestre. Outras companhias ingressaram a esta zona por via terrestre procedentes de San Francisco Gotera. 82 A operação incluiu, entre outros, os povoados de El Mozote, Ranchería, Los Toriles e Jocote Amarillo, os cantões de La Joya e Cerro Pando e o local conhecido como Cerro Ortiz. 86. Conforme foi reconhecido pelo Estado e estabelecido no relatório do Escritório de Tutela Legal da Arquidiocese, 83 uma vez terminada a operação, as tropas de cada companhia do BIRI Atlacatl se concentraram novamente no cantão Guacamaya, onde a direção da operação teria expressado sua satisfação pelos resultados obtidos. c) O massacre no povoado de El Mozote 87. O povoado de El Mozote se encontra localizado no cantão Guacamaya, na jurisdição de Meanguera, Departamento de Morazán. No momento dos fatos estava conformado por aproximadamente 20 casas, situadas em uma extensão aberta conhecida como “El Llano”, uma espécie de praça central. 84 Em frente à praça se encontrava “La Ermita” ou igreja do povoado e uma pequena construção adjacente conhecida como “El Convento”. 85 Perto dali estava a escola. 86 A área se encontra rodeada, a Oeste, pelo morro “El Chingo” e, a Leste, pelo morro “La Cruz”. 87 81 Cf. Relatório da Comissão da Verdade para El Salvador: De la locura a la esperanza, La guerra de 12 años en El Salvador, 1992-1993 (expediente de prova, tomo II, anexo 1 à submissão do caso, folha 1201); Relatório Especial da Procuradoria para a Defesa dos Direitos Humanos sobre massacres da população civil executados por agentes do Estado no contexto do conflito armado interno ocorrido em El Salvador entre 1980 e 1992, emitido em 7 de março de 2005 (expediente de prova, tomo II, anexo 4 à submissão do caso, folha 1330); e Escritório de Tutela Legal da Arquidiocese de San Salvador, El Mozote. Lucha por la verdad y la justicia: Masacre a la Inocencia, San Salvador, El Salvador, 2008, págs. 322 e 323 (expediente de prova, tomo VIII, anexo 2 ao escrito de petições, argumentos e provas, folhas 5452 a 5454). 82 Cf. Escritório de Tutela Legal da Arquidiocese de San Salvador, El Mozote. Lucha por la verdad y la justicia: Masacre a la Inocencia. San Salvador, El Salvador, 2008. p. 50 e 326 (expediente de prova, tomo VIII, anexo 2 ao escrito de petições, argumentos e provas, folhas 5294 e 5453). 83 Cf. Escritório de Tutela Legal da Arquidiocese de San Salvador, El Mozote. Lucha por la verdad y la justicia: Masacre a la Inocencia. San Salvador, El Salvador, 2008, p.66 (expediente de prova, tomo VIII, anexo 2 ao escrito de petições, argumentos e provas, folha 5307). 84 Cf. Relatório da Comissão da Verdade para El Salvador: De la locura a la esperanza, La guerra de 12 años en El Salvador, 1992-1993 (expediente de prova, tomo II, anexo 1 à submissão do caso, folhas 1195 a 1196); Relatório Especial da Procuradoria para a Defesa dos Direitos Humanos sobre massacres da população civil executados por agentes do Estado no contexto do conflito armado interno ocorrido em El Salvador entre 1980 e 1992, emitido em 7 de março de 2005 (expediente de prova, tomo II, anexo 4 à submissão do caso, folha 1324); relatório arqueológico, Povoado de El Mozote, Sítio 1, realizado pela Equipe Argentina de Antropologia Forense (EAAF), dezembro de 1992 (expediente de prova, tomo IV, anexo 23 à submissão do caso, folha 2927); e Perícia realizada perante agente dotado de fé pública (affidavit) pelo padre David Blanchard em 15 de abril de 2012 (expediente de prova, tomo XVII, affidavits, folha 10358). 85 Cf. Relatório arqueológico, Povoado de El Mozote, Sítio 1, realizado pela Equipe Argentina de Antropologia Forense (EAAF), dezembro de 1992 (expediente de prova, tomo IV, anexo 23 à submissão do caso, folha 2927). 86 Cf. Relatório da Comissão da Verdade para El Salvador: De la locura a la esperanza, La guerra de 12 años en El Salvador, 1992-1993 (expediente de prova, tomo II, anexo 1 à submissão do caso, folha 1196). 87 Cf. Ata de inspeção judicial realizada no povoado de El Mozote, jurisdição de Meanguera, Departamento de Morazán, em 27 de maio de 1992 (expediente de prova, tomo III, anexo 23 à submissão do caso, folha 1961) e 32

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