6 se constatou a existência de “lesões provocadas por algemas e objetos contundentes”. Em relação a este fato, os representantes afirmaram que o Relatório de Ocorrência não mencionou ditas agressões aos internos, nem tampouco que foram levados para realizar o exame médico legal correspondente. Outrossim, no departamento de polícia judicial, apenas foram tomados os depoimentos dos agentes, e não o dos internos. Os familiares foram informados das agressões três dias depois dos fatos. Apesar da denúncia dos fatos por parte dos familiares e de órgãos de imprensa, o Estado não iniciou uma investigação a respeito. Finalmente, neste evento o IASES descumpriu seu próprio fluxo de procedimentos; c) em 4 de maio de 2012 os socioeducandos “M.R.S., M.V.F.N., J.S.S. e D.S.F.P.” agrediram os internos “F.E.S. e V.P.S.” da mesma Unidade. Outrossim, denunciou-se que alguns funcionários e o coordenador da UNIS também participaram da referida agressão aos internos; d) em 29 de maio de 2012 três adolescentes iniciaram um incêndio no Módulo Despertar I como protesto por não receber atenção da equipe técnica e por ter sido impedidos de receber cartas. Derivado do incêndio, outros internos iniciaram um motim. Quando os funcionários da equipe de contenção chegaram, agrediram os adolescentes com socos e chutes na cara e no corpo. Ao menos um interno afirmou que não foi levado a realizar o exame médico legal correspondente; e) em 30 de maio de 2012 internos do Módulo Despertar III agrediram o interno M.R., do Módulo Despertar II. Como consequência, os internos do Módulo Despertar II iniciaram uma rebelião, a qual foi controlada por agentes de intervenção. Três internos denunciaram que foram atacados com cadeiras e barras por parte dos funcionários, apresentando lesões em seus braços, peito, costas e nariz; f) algunos internos continuam recorrendo a ferimentos auto-inflingidos para receber atenção dos funcionários, para ser retirados de suas celas ou como forma de protesto: i. como consequência da rebelião de 30 de maio, a direção da UNIS tomou a medida de proibir as visitas previstas para o dia 3 de junho de 2012. Em virtude de tal medida, o interno “F.J.”, de 17 anos, provocou uma lesão no braço com um pedaço de vidro por não receber visitas por mais de um mês. Os representantes puderam observar a ferida durante sua visita; ii. o interno “J.C.J.” afirmou em 3 de junho de 2012 que se autolesionou com “uma gilete porque estava na tranca há vários dias”. Ademais, relatou que havia sido transferido do Módulo Despertar II ao Bloco C com posterioridade ao motim de 30 de maio de 2012. Durante o traslado, foi agredido com socos na cara e boca; iii. em 2 de julho de 2012 o interno “F.B.” “se autolesionou provocando um corte na coxa esquerda”. Este mesmo interno relatou que, junto com o adolescente W., foram agredidos e ameaçados com uma arma por parte de agentes da Direção de Segurança Penitenciária (DSP)

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