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(doravante “PGT”), onde era o responsável pelo jornal “Claridad”. O Diário Militar registra Oscar
Eduardo Barillas Barrientos da seguinte forma:
30. OSCAR EDUARDO BARRILLAS BARRIENTOS
(s) TONO. Membro do PGT. PC. 21-12-83: Capturado na zona 2 às 14:00 hs. Responsável pela impressão do
Jornal “CLARIDAD”. 21-01-84: 300. Entregou a casa onde mantinha o material de impressão e microfilmes
localizada na 15 rua 15-20 zona 1.
78.
Em 21 de dezembro de 1983, Oscar Eduardo Barillas Barrientos saiu de sua casa rumo
ao Palacio de los Deportes, mas nunca chegou a seu destino. A família começou a busca em 22
de dezembro em hospitais e na Polícia Nacional, onde dias depois denunciaram
o
desaparecimento, assim como perante os tribunais de justiça. Depois do desaparecimento, a
família temia por suas vidas. No entanto, formaram parte da organização Grupo de Apoio Mútuo
(doravante também “GAM”).
79.
Em 16 de julho de 1984, um juiz de primeira instância apresentou-se ao Segundo Corpo
da Polícia Nacional para interpor um recurso de exibição pessoal e o resultado foi negativo. Em 25
de setembro de 1984, o Departamento de Investigações Técnicas da Polícia Nacional
(doravante “DIT”) fez constar em seus registros que “até a presente data não foi possível
esclarecer [o caso], constatando-se que não foi […]detido[…] nem se encontra[…] em nenhum
centro de assistência”, mas que continuaria investigando. Em 9 de agosto de 1985, a Corte
Suprema de Justiça decretou a exibição pessoal do senhor Barillas Barrientos e ordenou que
fosse solicitada informação ao Ministério da Defesa Nacional, ao Ministério de Governo e aos
chefes de polícia do país, entre outros. Em resposta, o DIT indicou que “revisados os livros de
controle e registros […] foi comprovado que [o senhor Barrillas Barrientos] não foi […] registrado
[…] nem detido […] por elementos deste Departamento”. Em 1986, foi solicitada a intervenção
do Ministério de Governo, o qual informou que “contin[uavam] realizando as investigações de
rigor”.
80.
Ademais, em 26 de maio de 2004, o irmão de Oscar Eduardo Barillas Barrientos
denunciou os fatos perante a PDH, a qual abriu um expediente do caso, solicitou um relatório à
Promotoria, ao Ministro de Governo e à Direção da Polícia Nacional e ordenou “praticar as
diligências necessárias para a comprovação da denúncia e a emissão da resolução que
correspondesse”.
4. José Porfirio Hernández Bonilla79
81.
José Porfirio Hernández Bonilla tinha 35 anos no momento de seu desaparecimento, era
casado, tinha três filhos e era agricultor. Havia sido membro do PGT e possivelmente do Exército
Guatemalteco dos Pobres (doravante “EGP”). O Diário Militar registra José Porfirio Hernández
Bonilla da seguinte forma:
41. JOSE PORFIRIO HERNANDEZ BONILLA
(s) CHUS e LUCIO. Membro do PGT. PC. 07-01-84: Foi capturado em Jalapa. 21-01-84: 300.
A prova em relação a esta vítima se encontra em: Diário Militar (expediente de anexos ao Relatório de
Mérito, Tomo I, Anexo 11, folha 367); declaração de Reyna de Jesús Escobar Rodríguez e Marlyn Carolina Hernández
Escobar, prestadas perante notário em 2 de março de 2005 (expediente de anexos ao Relatório de Mérito, Tomo I,
Anexo 37, folha 593); declaração filmada de Reyna de Jesús Escobar Rodríguez, cuja autenticidade foi constatada em
Ata Notarial de 28 de março de 2008 (expediente de anexos ao Relatório de Mérito, Tomo I, Anexo 38, folha 596);
Constância da Fundação Guillermo Toriello (expediente de anexos ao escrito de petições e argumentos, Tomo V,
Anexo A163, folha 10837), e ficha do Gabinete de Identificação da Polícia Nacional de José Hernandez Bonilla
(expediente de anexos apresentados pelo Estado em 17 de outubro de 2008, Tomo II, folha 6761).
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