64.
O Diagnóstico também estabeleceu que se devia proceder a uma melhora estrutural
das celas e dos pavilhões e elaborar um plano de reformas. Ante a precariedade de estruturas
físicas para o alojamento de pessoas privadas de liberdade, sugeriu-se um conjunto de
reformas para a reestruturação de celas e dormitórios, a fim de acomodar os internos em
condições mais apropriadas.
65.
Além disso, ressaltou a necessidade de que se estimule uma cultura de redução do
uso da prisão preventiva bem como de que se incentive o Poder Judiciário a determinar penas
diferentes para a privação de liberdade, desde que a legislação o permita; faz-se referência
ao monitoramento eletrônico como medida para dar cumprimento a penas em regime
semiaberto, desse modo favorecendo a excarceração de internos. Nesse sentido, salientou
que essa medida poderia ser implementada no Complexo de Curado, com base num
diagnóstico sobre a situação processual dos internos. Uma vez determinado o total de pessoas
privadas de liberdade provisoriamente, seria possível a priorização de tornozeleiras eletrônicas
para pessoas que não tivessem sido condenadas.
66.
O Estado apresentou relatórios mediante os quais expôs dados atualizados relativos
às audiências de custódia realizadas nos meses de março a julho de 2018, na região
metropolitana do Recife. No mês de março, foram realizadas 420 audiências, com 247 pessoas
privadas de liberdade e 173 liberadas; em abril, 403 audiências, com 236 detentos levados à
prisão e 167 liberados; e, em junho, 412 audiências, com 246 indivíduos enviados à prisão e
166 liberados.
67.
Além disso, expôs os dados atualizados sobre a população carcerária nas três
unidades do Complexo de Curado, de março a junho de 2018: a) PJALLB - março: 2.977;
abril: 2.950, maio: 2.990; e junho: 2.969. b) PAMFA - março: 1.500; abril: 1.489; maio:
1.474; e junho: 1.450; e c) PFDB – março: 1.486; abril: 1.513; maio: 1.499; e junho: 1.480.
No total, o Complexo Penitenciário de Curado abrigava 5.963 pessoas privadas de liberdade
em março; 5.952 em abril; 5963 em maio; e 5.899 em junho.
68.
Em relação ao monitoramento eletrônico para pessoas detidas provisoriamente e à
aplicação de alternativas à prisão preventiva (Lei N° 12.403, de 2011), o Estado salientou que
o regime semiaberto registra uma média de 1.200 saídas a cada 15 dias. Além disso, anunciou
que a Secretaria de Ressocialização (SERES) firmou um convênio para a criação de um Centro
de Monitoramento, com o objetivo de assegurar o cumprimento das medidas substitutivas da
privação de liberdade. Também destacou que o processo de licitação para aumentar o número
de tornozeleiras eletrônicas, de 1.887 para 4.400, foi homologado em 7 de abril de 2017.
69.
O Fundo Penitenciário Nacional (FUNPEN) autorizou transferências aos 27 estados
brasileiros, no montante de R$ 44.784.444.44, destinados à construção e reforma de unidades
carcerárias e equipamentos eletrônicos.
70.
Com a liberação de recursos para a construção e remodelação dos centros
penitenciários, Pernambuco ampliará o Presídio Ronildo da Rocha Leão (PRRI), situado no
interior do Estado, o que aumentará sua capacidade em 700 vagas.
71.
Por outro lado, foi concluída a obra da Unidade I do Complexo Prisional de Itaquitinga
(CPI), com 1.000 vagas; a Unidade Prisional II (UP) do citado Complexo, com conclusão
prevista em setembro de 2018, gerará o mesmo número de vagas.
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