98. A família mudou-se, inicialmente, para a cidade de Escuintla, capital da província134. A senhora E.A., juntamente com seus filhos J.A. e K.A., instalou-se em outra parte do país, onde alugou uma casa135. O filho da senhora B.A., M.A., ficou sobre os cuidados de D.A.136. 99. Ainda, consta que no mês de fevereiro de 2006 C.A., B.A. e seus filhos L.A. e N.A. já se encontravam no município de Santa Lucía Cotzumalguapa, e que aí permaneceram, alugando uma casa, sem regressar à sua residência137. Entre 16 de fevereiro de 2006 e 31 de outubro de 2007, a senhora B.A. trabalhou novamente como Oficial da Organização Social do Município de Santa Lucía, Cotzumalguapa, renunciando nesta última data, ao ter sido selecionada para atender o Escritório Municipal da Mulher138. Ademais, nos dias 26 e 27 de junho de 2007, a senhora B.A. participou do Primeiro Encontro Nacional dos Escritórios Municipais da Mulher139. 100. Posteriormente, a senhora B.A. continuou trabalhando em Escuintla. Assim, consta do expediente que, em 4 de junho de 2009, foi eleita como Representante Titular das Organizações das Mulheres perante o Conselho Provincial de Desenvolvimento de Escuintla140, e que em 8 de março de 2011, o Serviço Provincial dos Direitos Humanos do Município de Gomera, na província de Escuintla, concedeu a ela um reconhecimento por sua contribuição na dignificação dos direitos da mulher141. Consta ainda que, nos anos 2011 e 2012, participou do fórum “O Fortalecimento da institucionalidade da Paz, e a participação das mulheres no fomento de seu (expediente de anexos ao escrito de submissão, fl.1.370); e Relatório encaminhado pelo Técnico em Investigações Criminalísticas ao Promotor Adjunto do Distrito da Promotoria de Santa Lucía Cotzumalguapa de 5 de abril de 2005 (expediente de anexos ao escrito de submissão, fls. 1.063 e 1.064). 134 Cf. Declaração de E.A. de 1° de janeiro de 2005 (expediente de anexos ao escrito de submissão, disco 1, minuto 48:30). 135 Cf. Declaração de B.A. de 12 de dezembro de 2010 (expediente de anexos ao escrito de submissão, fl.1.371); Declaração de E.A. de 1° de janeiro de 2005 (expediente de anexos ao escrito de submissão, disco 1, minutos 47:40 e 48:32); e Declaração de C.A. de 1° de janeiro de 2005 (expediente de anexos ao escrito de submissão, disco 1, minuto 27:22). 136 Cfr. Declaração de B.A. de 12 de dezembro de 2010 (expediente de anexos ao escrito de submissão, fl.1.370). 137 Em sua declaração de 12 de dezembro de 2010, a senhora B.A. indicou que “no momento do assassinato de [seu] papai, cada família tinha sua casa nova, as quais agora estão abandonadas, assim como as terras, sem nenhum benefício, mais gastos, para manter os cuidados com a limpeza e segurança”. Cf. Declaração de B.A. de 12 de dezembro de 2010 (expediente de anexos ao escrito de submissão, fl.1.370). Em outra ocasião, perante a pergunta para indicar seu domicílio, a senhora B.A. indicou que era em Escuintla. Cf. Declaração de B.A. de 1° de janeiro de 2005 (expediente de anexos ao escrito de submissão, disco 1, minuto 0:28). Adicionalmente, mediante declaração apresentada pelas representantes à Comissão, a senhora B.A. manifestou que, entre os sofrimentos de sua mãe, está a condição de não ter um lar, situação em que ela, B.A., se viu obrigada a “suportar o peso econômico das mudanças, de pagar aluguel que até o momento segue pagando”. Cf. Declaração de B.A. de 17 de dezembro de 2010 (expediente de anexos ao escrito de submissão, disco 2, minuto 1:36:05). Posteriormente, na audiência pública prestada perante esta Corte, a senhora B.A. reiterou que “a esta altura [...] não tínhamos um lugar onde viver, estávamos alugando”. Cf. Declaração de B.A. na audiência pública de 7 de fevereiro de 2014. Ver também, Avaliação psicossocial em 5 de janeiro de 2011 (expediente de anexos ao escrito de submissão, fl.1.425). 138 Cf. Renúncia apresentada em 5 de novembro de 2007 (expediente de anexos ao escrito de petições e argumentos, fl. 2.116); Acordo da Prefeitura n° 201 – 2007 (expediente de anexos ao escrito de petições e argumentos, fl. 2.117); e Declaração de B.A. de 1° de janeiro de 2005 (expediente de anexos ao escrito de submissão, disco 1, minuto 1:33:07). Segundo o Prefeito, para o período de 2004 a 2008, este cargo consistia em: “organizar o município, dar capacitação e formação política constante, ter a informação do município (plano de desenvolvimento municipal) e velar que tudo seja com enfoque de equidade de gênero, de geração e de etnia”. Cf. Comunicação dirigida pelo Prefeito a chefe de Recursos Humanos de 6 de novembro de 2007 (expediente de anexos ao escrito de petições e argumentos, fl. 2.119). 139 Cf. Diploma outorgado pela Secretaria de Coordenação Executiva da Presidência, o Programa Municípios Democráticos. O Programa de Apoio a MyPES, a União para a Defesa dos Direitos das Mulheres na Guatemala, a Associação Nacional de Municipalidades da República da Guatemala e a Fundação Guillermo Toriello, de 26 e 27 de julho de 2007 (expediente de mérito, fl.2.070). 140 Cf. Escrito da Secretaria Presidencial da Mulher dirigida ao Presidente do Conselho Provincial de Desenvolvimento de Escuintla, de 23 de junho de 2009 (expediente de mérito, fl. 2.074). 141 Cf. Reconhecimento outorgado pelo Auxílio Provincial dos Direitos Humanos em 8 de março de 2011 (expediente de mérito, fl. 2.079).

Seleccionar párrafo de destino3