importância”347. Aproximadamente um ano e meio depois, em 24 de maio de 2006, perante os investigadores da DICRI, a referida testemunha modificou sua declaração e afirmou, em sentido diferente, que: “por volta das 10 e meia, 11 horas, na altura da linha férrea, viu o senhor [A.A.] sair a bordo de sua bicicleta, como fazia sempre. Ao perguntar-lhe se havia visto se atrás do senhor [A.A.] iam outras pessoas, declarou que não havia visto, considerando que nesse dia estavam queimando cana e havia muita fumaça, e dessa vez acrescenta que não escutou disparos de arma de fogo”348. 230. Segundo, em 24 de maio de 2006349, M.I. declarou perante os Investigadores da DICRI que: “em 20 de dezembro, por volta das 11 horas, quando caminhava a pé [...] acompanhada da senhora E.E. [...] vi que o senhor [A.A.], saiu do caminho [...] como que indo para sua residência; atrás dele, observei que iam dois indivíduos de bicicleta a uns 15 metros de distância, um deles era de pele branca, o outro alto e moreno, mais ou menos de 1,60 metro de altura, os quais oscilavam entre 28 e 30 anos de idade, um deles vestia camisa azul celeste, com um gorro vermelho, e o outro camisa vermelha e gorro azul celeste”, e que um dos dois indivíduos “têm as características de uma pessoa que conhece como Nito”. Posteriormente, em 13 de março de 2007350 e 16 de janeiro de 2014351, perante o Promotor Auxiliar e perante esta Corte, respectivamente, declarou que: “minha cunhada contou a minha mãe que o senhor que conheço por Selvin matou ao dom A.A., mas não tenho ideia do porquê fez isso”. Segundo ressaltou, “isso era o que ia dizer na Promotoria e já estava me trocando, quando, nessa manhã, dona [E.A.] chamou-lhe e disse-lhe que não fosse, mas não lhe disse o porquê, e lembrava que lhe disse, também, que se investigadores viessem que não lhes contasse isso, porque dizem por aqui que Selvin tem armas”. Além disso, falou que “minha mãe me disse que não me metesse mais neste caso porque o senhor Selvin é bem perigoso já que é um delinquente”. Adicionalmente, perante esta Corte a referida testemunha também precisou, “minha cunhada agora nega, mas porque tem medo”, e “hoje em dia me preocupa falar”. 231. Terceiro, a Corte constatou que, nas entrevistas e nas declarações prestadas, se fez referência à presença de várias pessoas na cena do crime e perto do corpo, ainda que, posteriormente, além das declarações das duas testemunhas ressaltadas nos parágrafos antecedentes (pars. 229 e 230 supra), se conseguiu identificar e entrevistar cinco pessoas. Todas alegaram não terem visto o acontecido352. 347 Cf. Oficio n° 16-2004 da Promotoria Distrital, Ministério Público, Santa Lucía, Cotzumalguapa de 21 de dezembro de 2004 (expediente de anexos ao escrito de submissão, fls. 916 a 918). 348 Cf. Relatório elaborado em 21 de junho de 2006 pelos Técnicos em Investigações Criminalísticas do Ministério Público (expediente de anexos ao escrito de submissão, fls. 1.152 a 1.156). 349 Cf. Relatório elaborado em 21 de junho de 2006 pelos Técnicos em Investigações Criminalísticas do Ministério Público (expediente de anexos ao escrito de submissão, fls. 1.152 a 1.156). 350 Cf. Declaração de 13 de março de 2007 (expediente de anexos ao escrito de submissão, fls. 1.211 a 1.213). 351 Cf. Declaração prestada perante notário público de M.I. de 16 de janeiro de 2014 (expediente de mérito, fls. 654 a 662). 352 Cf. Declaração de um agente da Polícia Nacional Civil de Santa Lucía Cotzumalguapa (expediente de anexos ao escrito de submissão, fls. 860 a 862); Entrevista realizada pelos Investigadores da DICRI de 20 de janeiro de 2005 (expediente de anexos ao escrito de submissão, fls. 1.060 a 1.065); Entrevista realizada pelos Investigadores da DICRI de 26 de julho de 2005 (expediente de anexos ao escrito de submissão, fl. 932); Entrevista realizada pelos Investigadores da DICRI de 26 de julho de 2005 (expediente de anexos ao escrito de submissão, fl. 933); Entrevista realizada pelos Investigadores da DICRI de 26 de julho de 2005 (expediente de anexos ao escrito de submissão, fl. 933); Entrevista realizada pelos Investigadores da DICRI de 24 de maio de 2006 (expediente de anexos ao escrito de submissão, fl. 1.153); e Entrevista realizada pelos Investigadores da DICRI de 24 de maio de 2006 (expediente de anexos ao escrito de submissão, fl. 1.153).

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