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com duas crianças, encontrando no interior do imóvel, um cárcere do povo, onde era mantido sequestrado o
senhor JOSE CLEMENTE BAIRROS BARAHONA, encontrando-o com vida, depois de 3 meses de sequestrado.
A operação durou apenas 10 minutos. Endereço: 3a. Rua, Lote 13, Fração H, Zona 4 de Mixco, Colonia
Monte Verde.
Posteriormente, o Diário Militar lista as pessoas capturadas na operação. Adicionalmente, na
página 30 da sexta seção do Diário Militar, consta a seguinte nota:
“Juntamente com todos estes que foram entregues a Chimaltenango, foram também: MARIA QUIRINA
ARMINA LOPEZ (s) VERONICA, amante de (s) JOEL. JUAN PABLO ARMIRA LOPEZ (s) SERGIO, de 12
anos”.
120. Em 10 de março de 1984, Juan Pablo Armira López saiu para se encontrar com um
membro das Forças Armadas Revolucionárias que lhe daria dinheiro para a manutenção da casa.
De acordo com a família, foi interceptado por homens que estavam em carros com vidro escuro
e foi levado a um lugar desconhecido. Quatro dias depois, homens fortemente armados se
apresentaram na casa da família localizada na Colonia Atlántica e perguntaram a María Quirina
Armira López se ela era “Verónica”, o que ela teria negado. Logo, pediram- lhe que os
acompanhasse e indicaram à família que a devolveriam mais tarde. No entanto, essa foi a última
vez que sua família a viu. A família não denunciou os fatos por temor a maiores represálias.
Segundo uma irmã de ambos, uma testemunha assegurou ter visto Juan Pablo em um centro de
detenção.
16. Lesbia Lucrecia García Escobar90
121. Lesbia Lucrecia García Escobar tinha 25 anos no momento de seu desaparecimento e
trabalhava em um hospital e em um restaurante, onde era dirigente do sindicato. Também era
membro do PGT. O Diário Militar registra Lesbia Lucrecia García Escobar dentro do registro de
Fido Antonio Ávila Revelorio, indicando:
116. FIDO ANTONIO AVILA REVOLORIO
(s) LEONEL e ROBERTO: Nome falso: CATARINO RAUL ESTRADA VALENZUELA, Membro do PGT. 1981,
viajou para a RÚSSIA, estando 10 meses com mais 4 companheiros, em seu retorno passou a fazer um
curso de Inteligência e Contrainteligência em CUBA. Durou 5 meses no PGT. Conheciam-no como (s)
NESTOR e RENE no exterior dentro da ORPA, como (s) LEONEL e ROBERTO. Entregou seu quarto, onde tinha
como parceira D.S. LESBIA LUCRECIA GARCIA ESCOBAR (s) MANUELA, 22 Avenida ‘A’ 12-42 Zona 6, onde
tinham 1 M-16, 5 granadas, estopins, pistolas e propaganda. 29-04-84: Foi capturado portando uma H.K. 9
mm. E granada de fragmentação de fabricação RUSSA e 2 cápsulas de cianureto. Este indivíduo participou
na ação levada a cabo contra o Escritório de RR.PP. da Presidência na Praça 6-26 e na Escola Politécnica.
Ademais, abaixo de uma fotografia de Lesbia Lucrecia se indica “06-05-84: 300”.
122. Em 17 de abril de 1984, foi capturada próximo ao seu lugar de trabalho. Segundo
informação dada à família por uma companheira de trabalho de Lesbia Lucrecia, ambas foram
interceptadas por homens fortemente armados que conduziam uma caminhonete branca onde
introduziram Lesbia Lucrecia. No dia seguinte, esta companheira de trabalho morreu.
A prova em relação a esta vítima se encontra em: Diário Militar (expediente de anexos ao Relatório de
Mérito, Tomo I, Anexo 11, folha 391); declaração de Efraín García prestada em Audiência Pública em 25 de abril de
2012; declaração de Efraín García e Helver Vinício García prestada perante notário em 29 de novembro de 2004
(expediente de anexos ao Relatório de Mérito, Tomo II, Anexo 103, folhas 957 e 958); cópia do registro da carteira de
identidade de Lesbia Lucrecia García Escobar (expediente de anexos apresentados pelo Estado em 17 de outubro de
2008, Tomo IV, folha 7616); AHPN, Resolução da Corte Suprema de Justiça de 9 de agosto de 1985 e Nota nº 19795
do DIT à Corte Suprema de Justiça de 11 de agosto de 1985, GT PN 50 S005, nº 13401 e 13402 (expediente de
anexos ao escrito de petições e argumentos, Tomo VI, Anexo D26, folhas 11749, 11751, 11764 e 11765).
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