-3quais foram transferidas. Além disso, informou-se sobre a “perseguição” aos familiares das supostas vítimas por parte do Estado. 8. Em 18 de agosto de 1992, a Comissão solicitou ao Estado a adoção de medidas cautelares em relação aos fatos ocorridos no Presídio Miguel Castro Castro, em conformidade com o disposto no artigo 29 do Regulamento da Comissão. Entre as medidas solicitadas se encontrava a autorização de “visitas de familiares e advogados dos detentos”, e a entrada de “roupas e remédios”. Também solicitou que o Estado prestasse “atendimento médico” àqueles que o solicitassem, e que remetesse à Comissão “a lista oficial de […] mortos e desaparecid[os] em decorrência dos fatos [do] Presídio ‘Miguel Castro Castro’”. 9. Em 11 de setembro de 1992, o Estado apresentou um escrito, mediante o qual enviou informação “sobre as medidas adotadas em relação ao pedido formulado pela Comissão” a respeito “dos ‘acontecimentos’ registrados a partir de 6 de maio de[ 1992] no Presídio Miguel Castro Castro”. Em 21 de outubro de 1992, o Estado apresentou um escrito e anexos, mediante os quais enviou o relatório elaborado pela Promotoria da Nação do Peru a respeito das ocorrências “no Presídio Castro Castro, em 6 de maio de [1992]”. 10. Em 9 de novembro de 1992, o Estado apresentou um escrito e respectivos anexos, mediante os quais enviou o relatório elaborado pela Promotoria da Nação a respeito da informação adicional que lhe foi transmitida (par. 7 supra). 11. Em 25 de novembro de 1992, a Comissão apresentou ao Tribunal um escrito e os respectivos anexos, mediante os quais enviou um pedido de medidas provisórias em relação aos casos 11.015 e 11.048, em tramitação na Comissão, sobre a grave situação em que se encontrariam os centros penais Miguel Castro Castro e Santa Mónica em Lima; Cristo Rey em Ica; e Yanamayo em Puno. 12. Em 14 de dezembro de 1992, o Presidente da Corte (doravante denominado “Presidente”) expediu uma resolução, mediante a qual resolveu “[q]ue não proced[ia] solicitar no momento […] medidas urgentes de caráter preliminar” e decidiu “[s]ubmeter à Corte em seu próximo período ordinário de sessões o pedido apresentado pela Comissão Interamericana”. 13. Em 27 de janeiro de 1993, o Tribunal emitiu uma resolução a respeito do pedido de medidas provisórias por parte da Comissão (par. 11 supra), mediante a qual resolveu “[n]ão editar, neste momento, as medidas provisórias […] solicitadas”. A Corte também considerou necessário “[s]olicitar [à Comissão] que, no exercício das atribuições que lhe conferem a Convenção, o Estatuto e o Regulamento, solicit[asse] as provas ou realiz[asse] as investigações necessárias para certificar-se da veracidade dos fatos” citados no pedido de medidas. 14. Em 5 de junho de 1997, o senhor Curtis Doebbler, representando a senhora Mónica Feria Tinta, apresentou uma denúncia perante a Comissão, identificada com o número 11.769. Essa denúncia se referia, inter alia, aos acontecimentos no Presídio Miguel Castro Castro a partir de 6 de maio de 1992, bem como à “tortura” e tratamentos cruéis, desumanos e degradantes a que supostamente teriam sido submetidas as supostas vítimas deste caso durante e após o “ataque” ao referido presídio. 15. Em 29 de junho de 2000, o caso 11.769 (par. 14 supra) foi desmembrado em dois expedientes: 11.769-A e 11.769-B, em aplicação do disposto no artigo 40.1 do Regulamento da Comissão vigente na época. O expediente 11.769-B se referia “aos fatos denunciados […] que concernem aos acontecimentos registrados no Presídio Castro Castro,

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