22.
Além disso, de acordo com o Estado, o Departamento Penitenciário Nacional (doravante
denominado “DEPEN”) começou a financiar projetos de Centros Integrados de Alternativas
Penais para, entre outras estratégias, reduzir a superlotação nas prisões e restaurar o dano e os
laços sociais através da formulação, implementação, acompanhamento, avaliação e qualificação
da rede de atenção ao cliente em situação de alternativas penais e acompanhamento eletrônico.
23.
Ademais, o Estado afirmou a existência de um acordo no Rio de Janeiro para um
mecanismo de sanção desenhado para mitigar a superlotação penitenciária que consiste na
Política Nacional de Vigilância Eletrônica para o uso e monitoramento das tornozeleiras
eletrônicas.
24.
Quanto à elaboração de um plano de emergência para a PEM, o Estado manifestou que a
Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (doravante denominada “SEAP/RJ”)
teria elaborado um Plano de Ação que “organizou a relocalização dos detidos para superar a
superlotação na unidade”, além de abordar as reformas em curso, as ações, intervenções e
programas assistenciais utilizados.
25.
De acordo com o Estado, a reforma prevista “se encontra em processo de revisão da
documentação técnica, que contém dados referentes ao projeto básico e a planilha orçamentária,
com acompanhamento por parte da Superintendência de Engenharia da SEAP, com base nas
Propostas de Obras para o Sistema Carcerário do Estado do Rio de Janeiro, utilizando recursos
do Fundo Nacional Penitenciário (FUNPEN) e do Fundo Especial para Investimentos e Ações de
Segurança Pública e Desenvolvimento Social (FISED)”.
26.
Simultaneamente, o Estado afirmou que, entre 21 e 25 de setembro de 2020, “equipes
que trabalham nas áreas de engenharia, saúde, educação e assistência social do DEPEN
realizaram visitas técnicas e inspeções a unidades penitenciárias do Rio de Janeiro, incluindo a
Penitenciária Evaristo de Moraes”. Como resultado da visita, o Estado apresentou o relatório
elaborado pelo DEPEN, o qual afirma, inter alia, que:
i.
ii.
iii.
Ao tratar-se de um galpão antigo, a estrutura não se encontra adaptada para a custódia de pessoas privadas
de liberdade.
Há cabeamento elétrico precário, quantidade insuficiente de servidores, celas em mal estado.
Nas celas apenas há canos de chuveiro.
27.
O Estado informou que esteve buscando melhorar as condições de detenção das pessoas
privadas de liberdade na PEM. Nesse sentido, manifestou que: “os detidos da PEM recebem água
cinco vezes por dia, com intervalos de duas horas, sendo o controle de qualidade
responsabilidade da empresa distribuidora no Estado do Rio de Janeiro”.
28.
Além disso, o Estado afirmou que:
i.
ii.
iii.
iv.
v.
vi.
Realizou “a conservação e limpeza dos reservatórios”;
Haveria “bebedouros de grande capacidade nos corredores de acesso às galerias, no pátio de visitas e na
escola que funciona dentro da unidade”;
São proporcionadas quatro refeições por dia;
Em 2019 foram repostos todos os colchões e foram distribuídos sabão e pasta dental, repelente de mosquitos
e roupa (jaqueta, calça, camiseta e toalhas) aos internos;
Houve melhoras no manejo dos resíduos gerados na PEM, os quais são retirados em dois períodos.
Foram adotadas “rotinas de prevenção, com inspeções, limpeza e remoção de materiais inflamáveis, plásticos
e papéis, além da revisão de partes elétricas”.
29.
Adicionalmente, o Estado afirmou que, no mês de novembro de 2020, “foram pintadas
as casas, instalados novos pontos de iluminação e outros foram consertados, e os exaustores
recebem manutenção preventiva constante; foi reformado o pátio destinado às visitas e estão
pintando as paredes dos corredores; entre outras ações”.
B.2. A saúde das pessoas privadas de liberdade na PEM
30.
Em matéria de saúde, o Estado afirmou que a PEM foi contemplada com ações através
da PNAISP.
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