ambiental e social devem ser considerados como critérios fundamentais para a
implementação das atividades acima mencionadas 22.
21.
Assim, nos casos Saramaka e Sarayaku, a Corte IDH entendeu que a realização
de tais estudos constitui uma das salvaguardas que asseguram que as restrições
impostas às comunidades indígenas ou tribais com relação ao direito de propriedade
pela emissão de concessões em seu território não impliquem a negação de sua
subsistência como povo. Nesse sentido, a Corte IDH estabeleceu que os Estados devem
garantir que nenhuma concessão seja emitida no território de uma comunidade
indígena até que entidades independentes e tecnicamente capazes, sob a supervisão
do Estado, realizem um estudo prévio de impacto social e ambiental.
22.
Ademais, a Corte IDH considerou que os Estudos de Impacto Ambiental “sirven
para evaluar el posible daño o impacto que un proyecto de desarrollo o inversión puede
tener sobre la propiedad y comunidad en cuestión. El objetivo de [los mismos] no es
[únicamente] tener alguna medida objetiva del posible impacto sobre la tierra y las
personas, sino también [...] asegurar que los miembros del pueblo [...] tengan
conocimiento de los posibles riesgos, incluidos los riesgos ambientales y de salubridad”,
para que puedan evaluar si aceptan el plan de desarrollo o inversión propuesto, “con
conocimiento y de forma voluntaria” 23.
23.
Em relação ao segundo ponto mencionado acima sobre a compatibilidade das
reservas naturais com os direitos tradicionais indígenas, a Corte IDH também
reconheceu que a proteção ambiental pode ser uma causa de utilidade pública, que
pode justificar o motivo e a finalidade de uma expropriação, no que se refere à privação
do direito à propriedade privada 24. Com relação ao estabelecimento de áreas protegidas
que causam limitações aos direitos territoriais dos povos indígenas, no caso Xákmok
Kásek vs. Paraguai, o Tribunal determinou que “[...] el Estado deb[ía] adoptar las
medidas necesarias para que [su legislación interna relativa a un área protegida] no
[fuera] un obstáculo para la devolución de las tierras tradicionales a los miembros de
la Comunidad” 25. Complementando o acima exposto, no caso Kaliña e Lokono vs.
Suriname, a Corte IDH declarou que:
173. La Corte considera relevante hacer referencia a la necesidad de
compatibilizar la protección de las áreas protegidas con el adecuado uso y goce
de los territorios tradicionales de los pueblos indígenas. En este sentido, la Corte
Caso Povo Indígena Kichwa de Sarayaku vs. Equador. Mérito e Reparações. Sentença de 27 de junho
de 2012. Série C, n.º 245, parágrafo 204.
23
Por outro lado, a Corte IDH estabeleceu que “los Estudios de Impacto Ambiental deben realizarse
conforme a los estándares internacionales y buenas prácticas al respecto; respetar las tradiciones y cultura
de los pueblos indígenas; y ser concluidos de manera previa al otorgamiento de la concesión, ya que uno de
los objetivos de la exigencia de dichos estudios es garantizar el derecho del pueblo indígena a ser informado
acerca de todos los proyectos propuestos en su territorio. Por lo tanto, la obligación del Estado de supervisar
los Estudios de Impacto Ambiental coincide con su deber de garantizar la efectiva participación del pueblo
indígena’ en el proceso de otorgamiento de concesiones. Además, el Tribunal agregó que uno de los puntos
sobre el cual debiera tratar el estudio de impacto social y ambiental es el impacto acumulado que han
generado los proyectos existentes y los que vayan a generar los proyectos que hayan sido propuestos”. Cf.
Caso Povo Indígena Kichwa de Sarayaku vs. Equador. Mérito e Reparações. Sentença de 27 de junho de 2012.
Série C, n.º 245, parágrafos 204 e 206; e Caso Povo Saramaka vs. Suriname. Interpretação da Sentença
sobre Exceções preliminares, Mérito, Reparações e Custas. Sentença de 12 de agosto de 2008. Série C, n.º
185, parágrafo 40.
24
Cf. Caso Salvador Chiriboga vs. Equador. Objeção Preliminar e Mérito. Sentença de 6 de maio de 2008.
Série C n.º 179, parágrafo 76.
25
Caso Comunidade Indígena Xákmok Kásek vs. Paraguai. Mérito, Reparações e Custas. Sentença de 24
de agosto de 2010. Série C, n.º 214, parágrafo 313.
22
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