11. El párrafo 2 exige a los Estados partes que garanticen el derecho a la
libertad de expresión, incluido el derecho a buscar, recibir y difundir
informaciones e ideas de toda índole, sin limitación de fronteras. Este
derecho incluye la expresión y recepción de comunicaciones sobre toda
clase de ideas y opiniones que puedan transmitirse a otros, con sujeción a
las disposiciones del párrafo 3 del artículo 19 y del artículo 2. Abarca el
pensamiento político, los comentarios sobre los asuntos propios y los
públicos, las campañas puerta a puerta, la discusión sobre derechos
humanos, el periodismo, la expresión cultural y artística, la enseñanza y
el pensamiento religioso. Puede incluir también la publicidad comercial. El
alcance del párrafo 2 llega incluso a expresiones que puedan considerarse
profundamente ofensivas, aunque esta expresión solo puede limitarse de
conformidad con lo dispuesto en el párrafo 3 del artículo 19 y en el
artículo 20.
12. El párrafo 2 protege todas las formas de expresión y los medios para
su difusión. Estas formas comprenden la palabra oral y escrita y el
lenguaje de signos, y expresiones no verbales tales como las imágenes y
los objetos artísticos. Los medios de expresión comprenden los libros, los
periódicos, los folletos, los carteles, las pancartas, las prendas de vestir
y los alegatos judiciales, así como modos de expresión audiovisuales,
electrónicos o de Internet, en todas sus formas (destacamos).
16. O problema do cerceamento, seja por meios diretos de violência como, por exemplo, o que
ocorre em Uganda em que mulheres são agredidas simplesmente por usarem saias curtas 1,
ou por vias mais sutis, como a certeza de que sua segurança deixará de ser garantida pelo
Estado, termina por ter o efeito de verdadeira censura prévia, que se faz sentir antes mesmo
de a mulher comprar ou escolher as roupas que usará e como se apresentará fisicamente no
mundo.
17. Apenas para exemplificar, uma vez que não se encontrou pesquisa específica a respeito da
Guatemala, essa percepção de que podem sofrer violência as mulheres que expressam, por
meio de suas roupas, algum grau de autonomia ou de liberdade sexual, se reflete, por
exemplo, em estudo feito no Brasil em 2014 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada –
IPEA2, que constatou que 26% dos entrevistados concordou, ainda que parcialmente, com a
afirmativa “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”. No
mesmo sentido, pesquisa realizada pela Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW) da ONU
realizou pesquisa que indicou que 95% das mulheres vivendo em Delhi não se sentem
seguras em espaços públicos, sendo que 75% dos homens entrevistados concordaram com a
afirmação “mulheres provocam homens pela forma que se vestem” (“Women provoke men
by the way they dress”)3.
18. Particularmente relevante para o caso em análise, ressalta-se que o cenário de insegurança
é igualmente grave na Guatemala. O relatório “Guatemala: Memoria del Silencio” da
Comisión para Esclarecimiento Histórico (CEH) afirma que as mulheres, durante o conflito
armado, foram vítimas de todas as formas de violações de direitos humanos, inclusive
violências específicas de gênero. A CEH concluiu que a desvalorização das mulheres foi
absoluta, o que permitiu que integrantes do exército cometessem essas violências com total
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http://www.theguardian.com/fashion/fashion-blog/2014/feb/28/uganda-miniskirt-ban-attacks-women
http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/SIPS/140327_sips_violencia_mulheres_novo.pdf
http://www.unwomen.org/en/news/stories/2013/2/un-women-supported-survey-in-delhi
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