Estado do Rio de Janeiro não podem ser usados como desculpa para o descumprimento
dessas medidas provisórias.
C. Atendimento de saúde e higiene
29.
A Corte determinou, no Considerando 18 da resolução de 13 de fevereiro de 2017,
que o Estado deveria “assegurar o acesso a serviços de saúde às pessoas que padecem de
enfermidades graves [e] evitar a propagação de doenças contagiosas entre os internos”.
30.
O Estado informou que a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária
(SEAP) mantém 150 internos responsáveis pela limpeza. Informou também que as
complicações que se apresentaram a propósito da coleta de resíduos, no ano de 2016,
foram resolvidas, e ressaltou que a higienização rotineira dos recintos é efetuada por uma
equipe composta por 200 Auxiliares de Serviços Gerais.
31.
Em relação aos tratamentos médicos, o Estado assegurou que a SEAP conta com
uma médica exclusiva, além de atendimento ambulatorial com profissionais da área de
enfermagem e odontologia para atender aos internos da Unidade (um enfermeiro, três
técnicos de enfermagem e um dentista que atendem duas vezes por semana). O Estado
também afirmou que o Complexo de Gericinó dispõe de um Hospital Penitenciário e uma
Unidade de Atendimento Prioritário funcionando 24 horas.
32.
Sobre a propagação de doenças, informou-se que há atendimento ambulatorial para
acompanhar os pacientes que se encontram em tratamento de doenças como tuberculose,
DST/AIDS e lepra, e que se faz imunização nos períodos programados de campanha. Os
pacientes com diagnóstico de tuberculose são enviados ao hospital penitenciário, sendo
possível o seu internamento nessa mesma unidade, caso seja necessário. No que diz
respeito ao acesso a medicamentos, o Estado informa que, “apesar da crise financeira
atual”, foram adquiridos medicamentos em caráter de emergência.
33.
Quanto à alimentação, o Estado assegurou que a SEAP vem tomando medidas,
dentro de suas possibilidades, para melhorar a qualidade dos alimentos.
34.
Em relação ao abastecimento de água, o Estado afirmou que há uma nova linha de
abastecimento instalada no Complexo Penitenciário de Gericinó, o que permitiu aumentar o
volume de água. Informou, porém, que é necessário um horário de abertura e fechamento
dos fluxos de água, a fim de garantir a regularidade do abastecimento. Informou-se, além
disso, que a água para consumo humano é fornecida pela Companhia Estadual de Águas e
Esgotos (CEDAE), e que a corrente recebida na Unidade apresenta as mesmas
características da que recebe qualquer outro residente no Rio de Janeiro.
35.
Em audiência realizada em 19 de maio de 2017, o Estado informou que, quanto à
assistência de saúde, renovaram-se os esforços de cooperação em âmbito federal, o que
permitiu a aquisição de medicamentos de emergência e a contratação de novo pessoal de
saúde.
36.
Com respeito à alimentação dos detentos, reconheceu-se o terrível estado de
financiamento do Estado, com restrições extremas. De igual forma foi evidenciada pouca
para administrar o fornecimento de alimentos.
37.
Os representantes sustentaram que existe uma grave situação de insalubridade no
IPPSC. Constataram o surgimento de um aparente surto de dermatose em todas as celas e
espaços visitados. Afirmaram que esse problema foi relatado; no entanto, ressaltaram que
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