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5. a suposta tomada de agentes penitenciários como reféns por parte de
ao menos 35 internos em 26 de janeiro de 2013. Os solicitantes
informaram que um funcionário foi ferido por disparos de arma de
fogo;
6. entre janeiro e outubro de 2013 teriam ocorrido 55 distúrbios ou
tumultos, nos quais os agentes penitenciários teriam feito uso de
armas de fogo e granadas. Um relatório da Secretaria Executiva de
Ressocialização confirma o uso dessas armas;
7. a falta de funcionários estatais suficientes para assegurar a segurança
no centro penitenciário;
8. a suposta posse, fabricação e intercâmbio de armas brancas e de
armas de fogo entre as pessoas privadas de liberdade;
9. denúncias sobre exploração sexual de menores de idade que são
ingressadas ao centro penitenciário com identidades falsas, e são
obrigadas a manter relações sexuais com internos;
10. mais de 100 situações de falta de atendimento médico. Além disso,
haveria falta de médicos, técnicos de reabilitação e falta de
alimentação adequada. Ademais, em vários pavilhões haveria internos
com tuberculose e lepra, sem que o Estado houvesse adotado
medidas a esse respeito;
11. a alegada situação de superlotação, com 6.456 pessoas privadas de
liberdade presentes no dia 14 de setembro de 2013 e 6.444 em 28 de
fevereiro de 2014, para um centro penitenciário com capacidade para
1.514 pessoas;
12. as condições do centro penitenciário também seriam deploráveis: a
eletricidade é intermitente e há cabos elétricos expostos que
provocaram princípios de incêndio em alguns pavilhões; o acesso a
água se dá por intervalos de tempo, e numa unidade o abastecimento
de água é cortado todas as noites; não há distribuição de material de
higiene e a alimentação é sumamente escassa e se realiza sem
nenhum tipo de salubridade;
13. o uso de celas no pavilhão de disciplina sem nenhum tipo de luz
natural e onde ocorrem muitas agressões;
14. a prática de inspeções vaginais e anais nos visitantes do centro em
casos de ‘suspeita’, e
15. a falta de investigação dos fatos mencionados.
d)
a esse respeito, o Estado teria reconhecido que “os diferentes problemas
no centro penitenciário ‘Professor Aníbal Bruno’ [eram] complexos,
demandando, portanto, respostas estruturais”. Além disso, em 29 de outubro
de 2013 informou sobre a criação de um “Foro Permanente de
Acompanhamento das Medidas Cautelares” a cargo do Ministério Público Federal
e com a participação de diferentes entidades estatais. Por outro lado, o Estado
não apresentou informação à Comissão sobre as denúncias de violência e
tortura em detrimento dos beneficiários das medidas cautelares. Finalmente, o
Estado informou sobre, entre outros temas: a) os programas e políticas públicas
implementados para combater a tortura; b) o uso de ‘chaveiros’ seria analisado
pelos órgãos de inspeção do sistema penitenciário a fim de chegar a uma
solução concreta e permanente; c) não existe atualmente uma equipe de saúde
qualificada atuando no complexo Aníbal Bruno; d) dentro do centro
penitenciário os visitantes seriam registrados com identificação biométrica, o
que reduz o risco de exploração sexual.